Luís Montenegro falava no debate quinzenal no parlamento, onde, além de anunciar medidas para mitigar os efeitos da guerra no Médio Oriente na economia, quis também sublinhar o que chamou de “agenda transformadora” do Governo.
O primeiro-ministro anunciou esta quarta-feira que o Conselho de Ministros aprovará na quinta-feira uma nova “lei do retorno” de imigrantes e assegurou que “em breve” a proposta de revisão da lei laboral chegará ao parlamento.
Luís Montenegro no debate quinzenal no ParlamentoANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Luís Montenegro falava no debate quinzenal no parlamento, onde, além de anunciar medidas para mitigar os efeitos da guerra no Médio Oriente na economia, quis também sublinhar o que chamou de “agenda transformadora” do Governo, referindo-se a quatro “propostas reformistas” em particular: a reforma laboral, as migrações, a habitação, o fim do visto prévio do Tribunal de Contas.
Sobre a lei laboral, recusou as acusações de falta de disponibilidade do Governo para o diálogo, dizendo que as negociações prosseguem com os parceiros sociais e defendeu que a proposta do executivo em cima da mesa é “praticamente nova” em relação à inicial.
“Em breve, caberá ao parlamento apreciar e decidir que lei laboral queremos ter em Portugal. Em breve caber-vos-á a decisão de modificar a posição de Portugal em termos de atratividade para o investimento, de retenção de talento e de bloqueio potencial ao aumento dos salários”, afirmou, dizendo que Portugal é o 37.º país em 39 com a legislação laboral mais rígida da OCDE.
Sobre imigração, defendeu o que tem sido feito pelo atual executivo PSD/CDS-PP e anunciou que na quinta-feira o Conselho de Ministros “aprovará a nova lei de retorno, que dotará o país do enquadramento legal para o repatriamento célere e humano de imigrantes ilegais”.
“E nas próximas semanas lançaremos também a nova estratégia de integração de imigrantes”, assegurou.
Em breve, acrescentou, será também apresentada “uma proposta revista de lei da nacionalidade para ultrapassar o veto do Tribunal Constitucional”, que será reapreciado pelo parlamento a 01 de abril.
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