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Lanchas rápidas são "principal ameaça" no tráfico de droga em Portugal

Lusa 08:46
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Segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ), Artur Vaz.

A utilização de lanchas rápidas "é a principal ameaça" para Portugal, disse o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ), Artur Vaz.

Traficantes usam lanchas rápidas na costa portuguesa
Traficantes usam lanchas rápidas na costa portuguesa DR

Na edição de deste domingo do jornal Público, Vaz diz que as embarcações de alta velocidade (EAV) são "a principal ameaça com que Portugal, Espanha e também a Europa se estão a debater neste momento" no que toca ao tráfico de droga.

O dirigente disse que as lanchas estão a ser usadas para transportar estupefacientes no oceano Atlântico, no corredor entre os Açores, a Madeira e as Canárias, para a costa da Península Ibérica.

As EAV são utilizadas para trazer cocaína desde o altomar, de barcos que a transportam desde a América Latina, em grandes quantidades, assim como para ir a Marrocos e ao Norte de África buscar haxixe.

Vaz descreveu este método de tráfico de estupefacientes como um problema crescente e uma "autêntica pirataria do mar", que tem tornado Portugal "uma porta de entrada relevante de cocaína na Europa".

Em 24 de março, a GNR apreendeu uma lancha de alta velocidade, transportada num veículo automóvel, no concelho de Grândola, por existirem "fortes suspeitas" de estar associada ao tráfico internacional de droga e deteve um homem de 55 anos.

Isto ainda antes de entrar hoje em vigor uma nova lei, que prevê penas de prisão de um a quatro anos para quem possuir lanchas rápidas sem registo, transporte numa EAV mais combustível do que o permitido ou recorra a métodos para escapar a radares.

Na sexta-feira, a Polícia Marítima apreendeu no estuário do Tejo, em direção à saída do Porto de Lisboa, uma lancha com 6,5 toneladas de combustível, recordou o Público. "Todas as evidências apontam para que se tratava de uma 'narcolancha', disse a Marinha.

De acordo com dados da PJ, citados pelo Público, as autoridades portuguesas apreenderam mais de 200 lanchas rápidas desde 2020, em alto mar, em rios, a serem transportadas por via terrestre ou em armazenagem, incluindo 11 no primeiro trimestre deste ano.

Artur Vaz sublinhou que as EAV "atingem uma velocidade brutal, o que provoca muita ondulação, e têm grande manobralidade, o que torna muito difícil a perseguição e a apreensão por parte das embarcações que vêm no seu encalço".

Em 31 de março, a Polícia Marítima e a Marinha Portuguesa apreenderam duas lanchas de alta velocidade a sul do Algarve que suspeitam estar envolvidas no trafico de droga e detiveram sete pessoas, seis de nacionalidade espanhola e uma de nacionalidade marroquina.

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