Governante sublinhou que esta é uma estimativa "conservadora", feita pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, através de "um levantamento das necessidade mais prementes do país no setor dos bombeiros".
O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, revelou ao Jornal de Notícias (JN) que o Governo tem um plano para investir 550 milhões de euros nos bombeiros durante a próxima década.
Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção CivilLusa
"Neste momento precisaríamos - e é um plano que gostaríamos de ser concretizado a dez anos - de cerca de 550 milhões de euros", disse Rocha, em entrevista publicada na edição de hoje do JN.
O governante sublinhou que esta é uma estimativa "conservadora", feita pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, através de "um levantamento das necessidade mais prementes do país no setor dos bombeiros".
"Estou a falar de viaturas, de quartéis, de instalações que têm amianto, de autoescadas, de equipamentos de proteção individual", acrescentou o secretário de Estado.
"Nos últimos anos não houve o necessário ajustamento a estas necessidades (...) mesmo prementes, não estamos a falar de coisas que não são essenciais", lamentou Rocha.
O governante garantiu que o levantamento foi acelerado por força do PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, que vai ter um envelope financeiro global de 22,6 mil milhões de euros e um horizonte temporal de nove anos.
Questionado sobre a preparação para o verão, Rocha destacou o reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) e a criação de mais três "grupos de ataques ampliados" com mais de 160 operacionais.
A Força Especial de Proteção Civil passou de 216 elementos para quase 300, acrescentou o secretário de Estado.
As autoridades vão utilizar ainda 50 máquinas de rasto, o dobro do ano passado, enquanto o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) irá disponibilizar mais 18, referiu Rocha.
O governante disse também que o retardante, que em 2025 só era usado no combate às chamas em um centro de meios aéreos, vai ser alargado a mais quatro centros: Vila Real, Viseu, Proença e Sernache.
Rocha sublinhou que dois helicópteros Black Hawks foram transferidos de Ovar para Monte Real, "para ficarem mais perto da Região Centro", e que os aviões C-130 "vão entrando também [ao serviço] de acordo com as fases" do DECIR.
"No período Delta, que é de 01 de julho a 30 de setembro, vamos ter todo este dispositivo, que são 81 [meios aéreos] na sua totalidade", referiu o secretário de Estado.
Em 07 de maio, o Conselho de Ministros aprovou uma resolução que autoriza o Ministério da Administração Interna a gastar até 4,9 milhões de euros para repor e reforçar capacidade do o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) nos locais afetados em janeiro pela tempestade Kristin.
Rui Rocha disse que este verão estará já criado o "hub satélite, uma redundância" do SIRESP, que deverá ficar no Tagus Park, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.
Secretário da Proteção Civil aponta para investimento de 550 ME nos bombeiros
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