Sábado – Pense por si

Carlos Torres
Carlos Torres Editor Executivo
30 de junho de 2026 às 23:00

O sniper da Guerra Colonial

Nem a família ou os amigos sabiam das missões secretas deste agente português, que agora conta a sua história pela primeira vez. E ainda: o boom dos pastéis de nata; um ensaio com a banda Da Weasel.

Durante 50 anos, nunca ninguém soube o segredo de João Costa da Silva: o antigo fuzileiro português, destacado para a guerra colonial, em Moçambique, entre 1971 e 1973, foi um atirador especial, um sniper, ao serviço das chefias do Estado Novo que estavam naquele país africano. Obrigado a guardar sigilo, agora que expirou o prazo do documento que assinou contou a sua história ao jornalista João Amaral Santos. O agente secreto foi treinado nas ilhas Comores pelo mercenário francês Bob Denard, conhecido como “Cão de Guerra”, e nessas três semanas tornou-se “uma máquina de matar”. Tinha como nome de código Combako e só respondia perante Jorge Jardim, ex-governante de Salazar. Garante que cumpriu entre 45 e 50 missões e matou mais de 50 comandantes militares e comissários políticos da Frelimo, o movimento independentista moçambicano.

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