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Moradias, Bentleys e barcos. Eram de criminosos e estão à venda

Gabinete na dependência do ministério da Justiça guarda bens apreendidos pela PJ, vende-os em leilões e dá o dinheiro ao Estado.

"Estes dois acabaram de chegar.” Flávio Carmo aponta para dois carros Bentley ainda sem pó, um Bentayga branco e um Continental GT verde. “Estamos a avaliá-los, mas serão mais de 200 mil euros cada um. O ideal era conseguirmos vendê-los o mais depressa possível, para não perderem valor”, deseja o diretor do Gabinete de Administração de Bens (GAB), responsável por guardar e gerir casas, carros, barcos, joias e outros objetos acima de 5 mil euros confiscados pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito de processos de investigação. Mediante autorização do tribunal, vendem-nos e – uma vez concluídos os processos em que não haja vítimas para indemnizar – o valor reverte para o Estado. No ano passado, o GAB entregou ao erário público 3 milhões de euros, mas tem à sua guarda muitos mais: neste momento, é responsável por gerir 16.286 bens apreendidos, que valem 311,6 milhões.

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