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Guterres não dá conselhos a Portugal sobre reconhecimento do Estado da Palestina

Lusa 16 de setembro de 2025 às 19:50
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A ONU vai acolher a Conferência para a Solução de Dois Estados, onde a França, Reino Unido, Canadá, Bélgica e Austrália deverão formalizar o reconhecimento do Estado palestiniano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, escusou-se esta terça-feira a responder se espera que Portugal reconheça o Estado da Palestina na próxima semana, indicando que "não dará conselhos" ao seu próprio país.

Guterres não comenta reconhecimento da Palestina por Portugal na ONU, Nova Iorque
Guterres não comenta reconhecimento da Palestina por Portugal na ONU, Nova Iorque Luiz Rampelotto/EuropaNewswire/picture-alliance/dpa/AP Images

Questionado pela agência Lusa, em Nova Iorque, sobre se espera que Portugal se junte à lista de países que na próxima semana vão reconhecer o Estado da Palestina, António Guterres respondeu em português: "não vou dar conselhos ao meu próprio país".

O líder das Nações Unidas observou, no entanto, que viu hoje afirmações do ministro dos Negócios Estrangeiros português, nas quais Paulo Rangel afirmou que "não vê nenhum obstáculo a esse reconhecimento".

Na próxima semana, a ONU vai acolher a Conferência para a Solução de Dois Estados, onde países como França, Reino Unido, Canadá, Bélgica e Austrália deverão formalizar o reconhecimento do Estado palestiniano.

O evento surgiu depois de o Presidente francês, Emmanuel Macron, se ter comprometido a reconhecer o Estado da Palestina durante a Assembleia-geral da ONU, intenção que foi seguida por outros líderes internacionais.

António Guterres considerou essa reunião "da maior importância": "porque no momento em que se fala de possíveis anexações, nomeadamente da Cisjordânia, no momento em que assistimos à destruição sistemática em Gaza, é essencial reafirmar o direito do povo palestiniano à autodeterminação".

"É essencial reafirmar o seu direito a ter um Estado e que a solução dos dois Estados seja à base da paz e da segurança para os dois povos. E nesse sentido, esta reunião é de extrema importância", defendeu o antigo primeiro-ministro português.

Na ótica da ONU, Guterres afirmou que "é do interesse das Nações Unidas que o maior número possível de Estados reconheça o Estado Palestiniano", que tem hoje estatuto de Estado Observador.

Ainda sobre o reconhecimento do Estado palestiniano, António Guterres indicou que "aprecia de forma muito positiva" a posição do Governo espanhol na "defesa dos interesses do povo palestiniano".

"Vimos a posição do governo espanhol, que está na vanguarda da defesa dos interesses do povo palestiniano, e isso é algo que apreciamos muito positivamente", afirmou o líder da ONU, numa conferência de imprensa em que fez a antecipação da Semana de Alto Nível da 80.ª Assembleia-geral da ONU (UNGA80, na sigla em inglês), na qual são esperados cerca de 150 chefes de Estado e de Governo de todo o mundo.

O Governo espanhol destacou-se entre os membros da UE pelas críticas a Israel durante a guerra em Gaza e pela postura pró-Palestina, tendo tomado a medida de reconhecer o Estado palestiniano em maio passado, juntamente com a Irlanda e a Eslovénia.

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