Sindicato sublinha que o pacote laboral defendido pelo Governo representa "um gravíssimo retrocesso nos seus direitos".
O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) anunciou esta quarta-feira a sua adesão à greve geral de 11 de dezembro, sublinhando que o pacote laboral defendido pelo Governo representa "um gravíssimo retrocesso nos seus direitos".
Trabalhadores do Município de Lisboa em greve contra retrocesso de direitosLUSA
Em comunicado, o STML refere que emitiu um pré-aviso de greve de 24 horas que abrange todos os trabalhadores da câmara municipal, juntas de freguesia e empresas municipais de Lisboa.
"Foi assim formalizada a adesão à Greve Geral convocada pela CGTP-IN contra o pacote laboral e a política do Governo que empobrece os trabalhadores (...) e que representa um gravíssimo retrocesso nos seus direitos, garantias e condições de vida", lê-se na nota.
O STML explica que, além de subscrever os objetivos gerais da greve geral, inclui reivindicações específicas dos trabalhadores do município de Lisboa presentes na Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2026 entregue ao Governo pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.
Entre as reivindicações está o aumento salarial de 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, a valorização das carreiras e profissões e a identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido.
O STML defende ainda a atualização do subsídio de refeição para 12 euros e de todos os suplementos remuneratórios, incluindo insalubridade e penosidade, a reposição integral do direito à indemnização por acidente de trabalho ou doença profissional, bem como a defesa da contratação coletiva, nomeadamente dos acordos de empresa existentes nas empresas municipais.
O sindicato sublinha, também, a necessidade de reforço e investimento nos serviços públicos, incluindo a contratação de mais trabalhadores, a melhoria das condições das instalações e a aquisição dos meios materiais e mecânicos indispensáveis ao trabalho diário.
"A greve geral é a luta mais elevada e mais ampla que envolve todos os trabalhadores, cuja força será decisiva para derrotar o pacote laboral e garantir o respeito pelos seus direitos, o aumento dos seus salários e pensões, indissociável da qualidade e melhoria dos serviços públicos a que as populações têm direito", conclui a nota.
A CGTP-IN e a UGT anunciaram uma greve geral para 11 de dezembro contra a proposta do Governo, naquela que será a primeira paralisação conjunta desde junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da 'troika'.
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