Marques Mendes tem demonstrado, de forma consistente, uma postura agregadora, capaz de unir em vez de dividir, de escutar em vez de confrontar.
Nas próximas eleições presidenciais, os portugueses serão chamados a exercer um dos mais importantes direitos de cidadania: o direito de voto. Por isso, em consciência, sinto o dever cívico de partilhar a minha reflexão e de alertar para os riscos que o país pode correr se escolher um Presidente da República sem as competências, a experiência política e as qualificações indispensáveis para o exercício desta elevada magistratura.
Sou social-democrata e acredito profundamente na democracia plural, no diálogo e na estabilidade institucional. É precisamente por isso que considero que, no atual contexto interno e externo, marcado por incertezas económicas, tensões geopolíticas e desafios sociais complexos, Portugal não pode prescindir de um Presidente com experiência, sentido de Estado e capacidade de influência ativa.
A Presidência da República não governa, mas pode ajudar a governar melhor. Cabe ao Presidente garantir o regular funcionamento das instituições, promover consensos entre o Governo, a oposição e a sociedade civil, e atuar como reserva de último recurso caso o país enfrente uma crise grave. Para isso, não basta boa vontade ou popularidade momentânea; são necessários conhecimento político, maturidade democrática e uma profunda compreensão do funcionamento do Estado.
É neste quadro que afirmo, de forma clara e responsável, o meu apoio a Luís Marques Mendes. Valorizo o seu percurso, a sua experiência acumulada ao longo de décadas de vida política e a sua capacidade de diálogo. Marques Mendes tem demonstrado, de forma consistente, uma postura agregadora, capaz de unir em vez de dividir, de escutar em vez de confrontar.
Valorizar a experiência não significa desvalorizar a juventude. Pelo contrário: acredito que o futuro se constrói com a energia, as ideias e a ambição das novas gerações, mas também com a prudência, a memória e o equilíbrio de quem já enfrentou momentos difíceis e sabe como agir em contextos de crise. Um Presidente experiente pode ser um fator de esperança, confiança e estabilidade para todos os portugueses.
Portugal precisa de estabilidade política, de previsibilidade institucional e de um Presidente capaz de garantir consensos alargados num tempo em que a fragmentação e o ruído ameaçam a qualidade da nossa democracia. Precisamos de alguém que exerça a magistratura de influência com serenidade, responsabilidade e sentido de Estado.
Por essas razões, não aconselho os portugueses a votarem em candidatos que não possuam a preparação necessária para lidar com situações difíceis, incertas e complexas, nem a assumir a defesa firme dos superiores interesses nacionais. A Presidência da República exige mais do que intenções: exige competência, experiência e compromisso com a democracia.
Votar é um direito, mas é também uma responsabilidade. O futuro de Portugal merece uma escolha consciente, ponderada e informada, uma escolha que privilegie a estabilidade, o diálogo e a esperança, e não o populismo ou a divisão.
A Presidência da República, a experiência e o futuro
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