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"Fénix socialista" que derrota "extrema-direita em ascensão": a vitória de Seguro na imprensa internacional

Isabel Dantas 09 de fevereiro de 2026 às 09:31
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Triunfo esmagador na segunda volta das Presidenciais mereceu destaque lá fora.

A na segunda volta das Presidenciais mereceu destaque na imprensa internacional, com o ênfase a ser colocado no estilo "moderado" do novo Presidente da República de Portugal. O apoio que recebeu de várias figuras da direita e a derrota do "extremismo em ascensão" foram outros dos aspetos focados na análise de alguns dos jornais de referência lá fora. 

Vitória de Seguro mereceu destaque na imprensa internacional
António José Seguro, o novo Presidente da República
Vitória de Seguro teve destaque na imprensa internacional
António José Seguro, o novo Presidente da República

"Socialista António José Seguro arrasa nas eleições presidenciais de Portugal o populista André Ventura", escreve o El País em Espanha, que acrescenta: "É uma vitória histórica pelo enorme apoio que recebeu dos portugueses (o mais contundente de sempre, mais do que Mário Soares) e porque é a consagração de um político que rejeita a polarização em tempos onde proliferam os propagadores do ódio."

O El Mundo qualifica, por sua vez, o novo Presidente de Portugal como "a fénix socialista que fez da serenidade a sua qualidade máxima". O jornal destaca a "serenidade" do candidato, recordando que no seu tempo como líder do PS foi criticado "quando confrontado com a grave crise do euro que afetou países como Portugal, Grécia e Espanha". "O tema da campanha, que levava o seu próprio nome, foi apresentado como um 'porto seguro' nos anos de instabilidade e crise de Governo que Portugal está a viver."

Em Inglaterra a BBC fala num triunfo "confortável" de Seguro frente ao "rival de extrema-direita na corrida presidencial portuguesa". A televisão pública britânica lembra o apoio que o candidato recebeu "de políticos de ambos os lados do espectro político, com várias figuras conservadoras a manifestarem apoio à vitória do socialista moderado sobre o seu adversário de extrema-direita."

O The Guardian destaca a "vitória expressiva" do "socialista moderado", que repudiou "as diatribes populistas e anti-imigração de Ventura", mas constata também que o candidato apoiado pelo Chega "alcançou uma percentagem recorde de votos." 

Em França, o Le Figaro fala na "vingança do moderado António José Seguro".  "Venceu a segunda volta das presidenciais em Portugal depois de uma campanha que começou em junho e de uma longa travessia no deserto."

Já o Le Monde sublinha a vitória "face à extrema direita".  "Tendo permanecido muito tempo afastado da vida política, Seguro conseguiu angariar apoio muito além do seu próprio partido, figuras da extrema-esquerda, do centro e da direita, incluindo o ex-presidente e primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, o ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas e o presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas", escreve o jornal francês.

Do outro lado do Atlântico, o New York Times fala também num triunfo face à "extrema direita em ascensão" e recorda o apoio que o candidato teve "da corrente conservadora tradicional", com o intuito de "derrotar Ventura".

No Brasil, O Globo refere uma "vitória contundente" de Seguro frente ao líder do partido Chega "hoje a segunda força política do país."

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