Triunfo esmagador na segunda volta das Presidenciais mereceu destaque lá fora.
A vitória de António José Seguro na segunda volta das Presidenciais mereceu destaque na imprensa internacional, com o ênfase a ser colocado no estilo "moderado" do novo Presidente da República de Portugal. O apoio que recebeu de várias figuras da direita e a derrota do "extremismo em ascensão" foram outros dos aspetos focados na análise de alguns dos jornais de referência lá fora.
António José Seguro, o novo Presidente da RepúblicaLusa
"Socialista António José Seguro arrasa nas eleições presidenciais de Portugal o populista André Ventura", escreve o El País em Espanha, que acrescenta: "É uma vitória histórica pelo enorme apoio que recebeu dos portugueses (o mais contundente de sempre, mais do que Mário Soares) e porque é a consagração de um político que rejeita a polarização em tempos onde proliferam os propagadores do ódio."
O El Mundo qualifica, por sua vez, o novo Presidente de Portugal como "a fénix socialista que fez da serenidade a sua qualidade máxima". O jornal destaca a "serenidade" do candidato, recordando que no seu tempo como líder do PS foi criticado "quando confrontado com a grave crise do euro que afetou países como Portugal, Grécia e Espanha". "O tema da campanha, que levava o seu próprio nome, foi apresentado como um 'porto seguro' nos anos de instabilidade e crise de Governo que Portugal está a viver."
Em Inglaterra a BBC fala num triunfo "confortável" de Seguro frente ao "rival de extrema-direita na corrida presidencial portuguesa". A televisão pública britânica lembra o apoio que o candidato recebeu "de políticos de ambos os lados do espectro político, com várias figuras conservadoras a manifestarem apoio à vitória do socialista moderado sobre o seu adversário de extrema-direita."
O The Guardian destaca a "vitória expressiva" do "socialista moderado", que repudiou "as diatribes populistas e anti-imigração de Ventura", mas constata também que o candidato apoiado pelo Chega "alcançou uma percentagem recorde de votos."
Em França, o Le Figaro fala na "vingança do moderado António José Seguro". "Venceu a segunda volta das presidenciais em Portugal depois de uma campanha que começou em junho e de uma longa travessia no deserto."
Já o Le Monde sublinha a vitória "face à extrema direita". "Tendo permanecido muito tempo afastado da vida política, Seguro conseguiu angariar apoio muito além do seu próprio partido, figuras da extrema-esquerda, do centro e da direita, incluindo o ex-presidente e primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, o ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas e o presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas", escreve o jornal francês.
Do outro lado do Atlântico, o New York Times fala também num triunfo face à "extrema direita em ascensão" e recorda o apoio que o candidato teve "da corrente conservadora tradicional", com o intuito de "derrotar Ventura".
No Brasil, O Globo refere uma "vitória contundente" de Seguro frente ao líder do partido Chega "hoje a segunda força política do país."
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