O candidato apoiado pelo PSD e CDS em 1986 não ficou muito longe da vitória.
Em 50 anos de eleições Presidenciais, Portugal teve apenas duas segundas voltas. A primeira foi entre Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral e a segunda foi este domingo entre António José Seguro e André Ventura. Então como agora, foi o candidato oriundo do PS que venceu as eleições. Mas se Freitas teve uma derrota inferior a 2,5 pontos percentuais, Ventura tem quase menos 40 pontos percentuais do que o seu adversário.
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Freitas do Amaral saúda apoiantes em campanha, num carro rodeado por pessoasLusa
Diogo Freitas do Amaral saiu da primeira volta das Presidenciais com 46,31% dos votos, mais de 2,6 milhões de eleitores colocaram a cruz junto ao seu nome. E na segunda volta subiu para os 48,82% dos votos, o que não foi o suficiente para derrotar Mário Soares (mais de três milhões de votos e 51,18% do total).
Já André Ventura consegue cerca de 1,7 milhões de votos (menos 1,1 milhões de votos do que Freitas conseguiu na segunda volta) e cerca de 33% dos votos (menos 15 pontos percentuais do que Freitas).
Vale a pena referir que em 1986 estavam recenseados apenas 7.612.633 de eleitores, tendo votado 5.937.100, enquanto nestas eleições estavam registados 10.883.798 eleitores, ou seja, mais 3.271.165 do que nas eleições de há 20 anos. É ainda de ressalvar que Soares conseguiu a votação expressiva apesar de haver três outros candidatos: Basílio Horta (candidato apoiado pelo CDS), Carlos Carvalhas (apoiado pelo PCP) e Carlos Marques (que tinha o apoio da UDP).
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