Covid-19: Rui Rio diz que Igreja Católica tem mais juízo do que a CGTP

Lusa 04 de maio de 2020
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Presidente do PSD considerou que as celebrações do 13 de Maio estão a ser organizadas de forma sensata em face da pandemia.

O presidente do PSD disse hoje que a Igreja Católica tem "mais juízo" do que a CGTP, considerando que as celebrações do 13 de Maio estão a ser organizadas de forma sensata em face da pandemia de covid-19.

Rui Rio contra diploma do Governo sobre prisões se não houver alterações
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"As informação que todos temos e eu também tenho é que a Igreja Católica tem mais juízo do que a CGTP, porque não é pelos outros terem feito mal que agora também vão fazer mal e, portanto, estão a organizar [as comemorações do 13 de maio] de uma forma equilibrada e sensata faça à circunstancia em que nós vivemos", afirmou Rui Rio, em declarações aos jornalistas.

O líder social-democrata reiterou as críticas que tinha já dirigido à CGTP no 1.º de Maio celebrado por centenas de pessoas nos relvados da Alameda, em Lisboa.

Rui Rio considera inadmissível e "absolutamente escandaloso" que as camionetas tenham violado a proibição de circular entre concelhos para transportar os participantes nesta iniciativa, ou qualquer outra.

"Penso que o Partido Comunista, a CGTP e em parte o Governo que o permitiu, se queriam enaltecer o Dia do Trabalhador acabaram por prestar um péssimo serviço. E acho que a UGT prestou muito melhor serviço ao Dia do Trabalhador na forma como o fez", concluiu.

Na sexta-feira, centenas de pessoas encheram durante a tarde os relvados da Alameda, em Lisboa, na celebração oficial da CGTP do 1.º de Maio, este ano com máscaras, além de bandeiras. A UGT optou por assinalar a data através das redes sociais.

Ao contrário dos anos anteriores, não houve a tradicional marcha pela avenida Almirante Reis, nem as habituais tasquinhas. Devido às condicionantes da pandemia da covid-19, as pessoas presentes na Alameda posicionaram-se em marcas previamente desenhadas no chão, respeitando as distâncias de segurança.

Sobre as declarações da Ministra da Saúde, Marta Temido, que afirmou, no sábado, que desde que sejam respeitadas as regras sanitárias, as cerimónias religiosas do 13 de Maio são "uma possibilidade", Rui Rio considera que a governante não podia ter dado outra resposta em face das declarações que fez sobre o 1.º de Maio, e destacou mais uma vez o comportamento sensato da Igreja Católica.

"Ela abriu uma porta a uma celebração porque, face às respostas que estava a dar pelo 1.º de Maio, que resposta havia ela de dar senão aquela relativamente ao 13 de maio, mas aí a Igreja Católica demonstrou ser sensata e vai fazer aquilo que eu penso que é sensato fazer", afirmou.

Rui Rio falava no final de um encontro com a União das Misericórdias e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS),no Porto, que denunciaram que o Ministério da Saúde não paga às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) desde janeiro.

No dia 06 de abril, o Santuário de Fátima já tinha anunciado que a Peregrinação Internacional Aniversária de maio seria este ano celebrada sem a presença física de peregrinos, devido à covid-19, mas que se manteriam as principais celebrações.

Em entrevista à SIC no sábado, a ministra da Saúde, Marta Temido, assumiu que as celebrações do 13 de maio, em Fátima, são "uma possibilidade", desde que sejam uma opção dos organizadores e cumpridas as regras sanitárias.

Já depois das declarações de Marta Temido, o bispo de Leiria-Fátima, António Marto, já veio dizer que o 13 de Maio no Santuário de Fátima será celebrado "sem a habitual participação dos peregrinos", como já tinha sido decidido pela Igreja Católica.

Hoje, numa mensagem dirigida aos peregrinos, o reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, pediu que não se desloquem ao recinto nos dias 12 e 13 e que façam a peregrinação "pelo coração", devido à pandemia de covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.063 pessoas das 25.524 confirmadas como infetadas, e há 1.712 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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