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Cotrim Figueiredo diz que ameaças dos EUA à Gronelândia podem ser "sentença de morte" da NATO

Lusa 16:50
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Considerou que as ameaças são um desafio à capacidade de atuação da UE que não está, depois de décadas de desinvestimento, preparada para ombrear militarmente com os EUA.

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo alertou este domingo que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, até, ser a sua "sentença de morte".

Cotrim Figueiredo comenta ameaças dos EUA à Gronelândia e o futuro da NATO
Cotrim Figueiredo comenta ameaças dos EUA à Gronelândia e o futuro da NATO MARCOS BORGA/LUSA

"As ameaças que hoje impendem sobre a Groenlândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, inclusivamente, ser a sua sentença de morte", frisou o também eurodeputado, no final de um almoço fechado com o embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, num restaurante em Lisboa.

Além disso, o antigo líder da IL considerou que estas ameaças são um enorme desafio à capacidade de atuação da União Europeia que não está, depois de décadas de desinvestimento, preparada para ombrear militarmente com os Estados Unidos.

Em sua opinião, por muito assertiva que a Europa seja, não tem real capacidade de reação militar, portanto, ficará sempre por ameaças porque "não tem muitas cartas para jogar".

"E é neste quadro de enorme dificuldade que vale a pena nos prepararmos, desde já, Portugal enquanto país soberano, mas Portugal também enquanto membro de organizações como a NATO e a União Europeia", assinalou.

Cotrim Figueiredo explicou ainda que trouxe a questão da Gronelândia para a campanha para as eleições de dia 18 por entender que é "urgente pôr este tema na agenda" e porque nas três semanas de campanha para a segunda volta o assunto vai estar "na ordem do dia".

"Esta preocupação que eu tenho com a Groenlândia, sabendo que vai ser um assunto que vai causar necessidade de decisões muito difíceis, não vejo mais ninguém preocupado com isso", destacou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.

O ex-presidente da IL recordou que este assunto é especialmente crucial para o futuro de Portugal, da União Europeia e da NATO.

Com o embaixador da Dinamarca ao lado, o candidato presidencial, que revelou ter reunido também com o embaixador dos EUA em Portugal, vincou que algumas das evoluções geopolíticas podem estar a colocar os interesses de Portugal, da União Europeia e, neste caso, até os interesses da NATO num dilema.

O líder norte-americano Donald Trump tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar à Dinamarca este território autónomo, membro da NATO.

Trump afirmou que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional norte-americana, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

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