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APAV teme aumento da violência doméstica com prolongar da quarentena

Há uma “falsa calma” que se nota em menos queixas de violência doméstica, avisa Daniel Cotrim da APAV, que antecipa um cenário mais negro com o avançar do período de quarentena

Os dados oficiais mostram uma descida no número de queixas de violência doméstica no final da primeira semana de isolamento social devido à pandemia de Covid-19. À primeira vista e tendo em conta que por todo o país há vítimas fechadas em casa com agressores, pode parecer surpreendente. Mas Daniel Cotrim da Associação de Apoio à Vítima (APAV) diz que isso tem uma explicação. "É compreensível. Só passámos a primeira semana. Foi a preparação para o confinamento. Vem aí uma fase crítica", avisa.

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