João Pedro George
João Pedro George

Big MEC

O Miguel escreve sem preocupação de exercício literário, sem pensar no que disse fulano e sem pensar no que fulano dirá. Não faz gestão da carreira. Vive afastado da luta para ser isto ou aquilo, para ganhar este ou aquele prémio

Naufrágio intelectual

A historiadora Bonifácio e a respectiva clientela da academia estão longe de poder ser consideradas uma escola de virtudes liberais. Sempre viveram à sombra e à custa da bananeira estatal, ao menos para manterem o seu prestígio e a sua importância na sociedade.

25 de abril: um apóstolo do socialismo
13 de fevereiroJoão Pedro George

25 de abril: um apóstolo do socialismo

Agora sabemos que há, pelo menos, dois Megas: o propagandista do Estado Novo e o marxista-leninista do PREC; o negacionista de Wiriamu e o gestor cultural que navega nas turvadas águas do PS. A sua produção discursiva, antes e depois do 25 de Abril, demonstra de que lado sempre quis estar: do lado de quem tem o poder. No fim de contas, Mega limitou-se a mudar para que Mega pudesse ficar na mesma.

Um Funcionário Zeloso do Fascismo
07 de fevereiroJoão Pedro George

Um Funcionário Zeloso do Fascismo

Na mesma altura em que foi constituída, no âmbito do Comité dos 24 da ONU, a Comissão de Inquérito aos massacres de Moçambique, que confirmaria a veracidade dos acontecimentos, António Mega Ferreira continuava com a armadura ideológica do regime posta, não parava de produzir relatórios de contra-informação que atacavam as “manobras políticas e as conspirações de bastidores”.

Operação Marosca
30 de janeiroJoão Pedro George

Operação Marosca

A 16 de Dezembro de 1972, quatro caças-bombardeiros largaram várias bombas nas povoações de Wiriamu, Juwau e Chawola. Enquanto isso, cinco helicópteros desembarcavam quatro grupos da 6ª Companhia de Comandos, Grupos Especiais de Pára-quedistas, mercenários e agentes da PIDE/DGS, os quais cercaram as aldeias e desataram a metralhar os aldeões, incluindo mulheres e crianças.

Letra Livre

Por causa da espantosa acumulação de papelada impressa, fiquei a dever dinheiro, menti à família, à namorada, aos amigos. Perdi trabalhos, a amada deixou-me, incapaz de lidar com a desordem e a desarrumação da livralhada

O massacre de Wiriamu
21 de janeiroJoão Pedro George

O massacre de Wiriamu

Este ensaio faz parte de um livro a publicar pelo autor, na Penguin Random House, até final do ano e que se intitulará "O Império às Costas, Retornados, Racismo e Pós-Colonialismo". Com este trabalho, a SÁBADO inicia uma série “Guerra Colonial: 60 anos, 60 histórias”, que se prolongará até ao final do ano.

Quando as andorinhas voltarem

A casa é um lugar a que pertencemos de maneira completa ou total. É o sítio em que mais vezes tentamos perceber quem somos e quem gostaríamos de ser, onde escondemos os segredos das nossas vidas múltiplas, onde as nossas fraquezas mais claramente se exprimem

Catavento

Sem precisar de movimentos bruscos, a câmara de Rosas exprime com vivacidade as oscilações e ambivalências de uma nova geração que deseja e teme, simultaneamente, entrar na idade adulta.

Matilde Campilho II

Campilho é repetitiva e redundante, glosa-se de mil maneiras, a rede de linguagem em que se inscreve é descuidada ou pouco imaginativa, e as frases limitam-se a levantar uma poeira de palavras que pairam por segundos e que desaparecem ao virar das páginas, sem deixar rasto na memória

Matilde Campilho (I)

Os versos de Jóquei são proseados e as prosas de Flecha são poetizadas. Ambos são pseudofilosóficos, têm uma irritante propensão para ser sentenciosos e para se fixarem em verdades simples e evidentes para todos, como se a autora fosse doutorada em dizer o óbvio.

Eu! Eu! Eu!

JRS vale-se do seu cargo numa empresa paga por todos nós , e do trabalho dos seus companheiros, muitos dos quais numa posição hierárquica inferior à sua, para divulgar (de borla!) os livros que publica na editora Gradiva

Johnny Weissmuller

Depois de terminar a carreira de nadador profissional, Weissmuller tornou-se modelo de uma marca de roupa interior (a BVD) e participou em várias campanhas publicitárias que o levaram a percorrer os Estados Unidos de ponta a ponta.

Porões do esquecimento

Que o nome de Aguiar e Silva fique apenso ao Prémio Camões deixa-me indiferente. Na verdade, estou-me positivamente nas tintas para os prémios e para os premiados: os júris funcionam quase sempre com arbitrariedade e gosto pela lógica corporativa

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