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Trump e Putin discutem por telefone conflitos no Médio Oriente e Ucrânia

Os Estados Unidos e Israel desencadearam pelo seu lado bombardeamentos no Irão desde 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, interrompendo as negociações em curso entre Washington e Teerão, centradas no programa nuclear iraniano.

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, realizaram esta segunda-feira uma conversa telefónica "franca e construtiva", anunciou o Kremlin, na qual foram discutidas as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia.

Trump e Putin falam sobre a guerra no Médio Oriente e na Ucrânia
Trump e Putin falam sobre a guerra no Médio Oriente e na Ucrânia AP Photo/Jae C. Hong, File

"O foco foi a situação em torno do conflito com o Irão e as negociações bilaterais em curso, com a participação de representantes dos Estados Unidos, para a resolução da questão ucraniana", relatou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin, citado pelas agências de notícias russas.

Segundo Ushakov, a chamada telefónica, que durou cerca de uma hora — a primeira entre os dois líderes desde dezembro de 2025 — foi realizada por iniciativa de Washington para "discutir uma série de questões extremamente importantes relacionadas com os atuais desenvolvimentos da situação internacional".

O conselheiro do Kremlin descreveu a conversa como “séria, franca e construtiva", sem revelar o conteúdo exato das discussões.

Ushakov indicou que o Presidente russo defendeu uma "solução política e diplomática rápida para o conflito iraniano", dado que Teerão é um aliado próximo de Moscovo.

Em relação à Ucrânia, Vladimir Putin forneceu ao homólogo norte-americano "uma descrição da situação atual na linha de contacto, onde as tropas russas estão a avançar com considerável sucesso", prosseguiu.

O conselheiro disse ainda que o líder russo "avaliou positivamente os esforços de mediação empreendidos" por Donald Trump para tentar encontrar uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia, lançada por Moscovo em fevereiro de 2022, após várias rondas de negociações que até agora não conseguiram levar a um cessar-fogo.

Os Estados Unidos e Israel desencadearam pelo seu lado bombardeamentos no Irão desde 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, interrompendo as negociações em curso entre Washington e Teerão, centradas no programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irão condicionou o tráfego marítimo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e lançou ataques aéreos contra Israel e vários países do Médio Oriente que albergam instalações militares norte-americanos, escalando o conflito para uma dimensão regional.

O Irão é um parceiro de Moscovo e um dos poucos países que forneceram armamento para as forças russas na sua invasão da Ucrânia, sobretudo através da transferência de drones Shahed e da sua tecnologia de produção, que têm fustigado o território ucraniano.

Os mesmos drones têm sido usados por Teerão para atacar bases norte-americanas no Médio Oriente desde o início do atual conflito na região.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta segunda-feira que a ronda de negociações de paz, prevista para esta semana com a Rússia e os Estados Unidos, foi adiada devido à escalada militar no Médio Oriente.

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