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Irão: Israel declara Mojtaba Khamenei como "um tirano que perpetuará a brutalidade”

Lusa 18:59
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A escolha da Assembleia de Peritos do novo líder supremo do Irão foi anunciada no domingo, uma semana após a morte de Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel declarou esta segunda-feira que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, é "um tirano que perpetuará a brutalidade” do regime de Teerão.

Mojtaba Khamenei sucede ao pai como Líder Supremo do Irão, após nomeação pela Assembleia dos Peritos
Mojtaba Khamenei sucede ao pai como Líder Supremo do Irão, após nomeação pela Assembleia dos Peritos Saeid Zareian/picture-alliance/dpa/AP Images

"As mãos de Mojtaba Khamenei já estão manchadas com o sangue que marcou o Governo do seu pai. Outro tirano pronto a perpetuar a brutalidade do regime iraniano", descreveu a diplomacia de Israel, numa mensagem na rede social X intitulada "Tal pai, tal filho".

A escolha da Assembleia de Peritos do novo líder supremo do Irão foi anunciada no domingo, uma semana após a morte de Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Em declarações à estação televisiva CNN, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita adicionou que Mojtaba Khamenei “é um radical, antiamericano e antiocidental", considerando ser “evidente que vai continuar as políticas extremistas e dementes" do pai.

Contudo, Gideon Saar destacou que existem "fissuras" dentro do regime iraniano.

"Vou dar um exemplo que demonstra isso. No último fim de semana, ouvimos que os iranianos estavam a pedir desculpa aos países vizinhos e a dizer que não os atacariam mais, a não ser que fossem atacados a partir desses territórios".

No entanto, prosseguiu, “o presidente do parlamento disse posteriormente que não, que continuariam a fazê-lo, que continuariam a atacar os países vizinhos".

Deste caso resulta que “já existem fissuras abertas”, observou o chefe da diplomacia israelita, e que “os radicais controlam Teerão".

Para Gideon Saar, "nada de sério pode ser feito para resolver o conflito com estas pessoas”, apontando as negociações entre Washington e Teerão centradas no programa nuclear iraniano, após a guerra de 12 dias em junho passado entre Israel e Irão, a que se juntaram os Estados Unidos.

Em pleno processo negocial do dossiê nuclear, os militares norte-americanos e israelitas iniciaram em 28 de fevereiro bombardeamentos na República Islâmica, que respondeu desde então com ataques aéreos contra Israel e países na região que albergam instalações militares dos Estados Unidos.

O novo 'ayatollah' não será apenas o líder político mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo mas com maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse que o sucessor de Ali Khamenei seria um alvo de ataque, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que foram liquidados.

Ali Khamenei estava no poder desde 1989 e é apontado como responsável pela violenta repressão no país, que teve o seu auge na resposta a protestos antigovernamentais em janeiro, que resultou na morte e detenção de dezenas de milhares de pessoas.

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