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Exército israelita alerta que ataques contra Hezbollah vão continuar

Após milícia xiita libanesa ter atacado instalações militares no norte de Israel.

 O exército israelita afirmou esta segunda-feira que os ataques contra o Hezbollah continuarão por dias, após a milícia xiita libanesa ter atacado instalações militares no norte de Israel, provocando uma resposta que deixou pelo menos 31 mortos e 149 feridos.

Líbano alvo de ataques por parte de Israel
Líbano alvo de ataques por parte de Israel EPA

"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", disse o chefe do estado-maior do exército israelita, Eyal Zamir, após uma avaliação dos bombardeamentos contra os arredores de Beirute e o sul do Líbano.

Zamir enfatizou a necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".

No Líbano, a maioria das vítimas – 20 mortos e 91 feridos – foi registada em Dahye, nos subúrbios da capital, Beirute, enquanto os 11 mortos e 58 feridos restantes resultaram de ataques na região sul do país, informou o Centro de Operações de Emergência, em comunicado.

O Hezbollah justificou os seus ataques como uma resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de 2024.

Antes do início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no sábado, o Hezbollah tinha dito que qualquer ataque contra o 'ayatollah' Ali Khamenei seria uma linha vermelha.

Entre 2023 e 2024, a formação libanesa travou um conflito com Israel, que começou como uma demonstração de apoio a Gaza e acabou por provocar mais de 4.000 mortos e 1,2 milhão de deslocados no Líbano.

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