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Trump não tem que testemunhar sobre alegado caso com atriz porno

Lusa 29 de março de 2018
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Juiz federal de Los Angeles rejeitou esta quinta-feira o requerimento da actriz porno Stormy Daniels.

Um juiz federal de Los Angeles rejeitou esta quinta-feira o requerimento da actriz porno Stormy Daniels, que pretendia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem alega ter tido um caso, testemunhasse em tribunal.

Stormy Daniels já apresentou uma queixa em tribunal para a invalidação de um acordo de confidencialidade sobre o caso, que terá sido assinado com Michael Cohen, advogado pessoal de Donald Trump, dias antes da eleição presidencial de 2016.

O defensor da estrela de filmes para adultos, Michael Avenatti, apresentou depois uma moção para que Trump preste declarações, durante "não mais de duas horas", e responda se sabia ou não da existência de um alegado acordo de confidencialidade relativo a uma relação sexual com a sua cliente em 2016. Nessa data, Trump já estava casado com a actual mulher, Melania.

O juiz federal declarou que a moção apresentada "era prematura", uma vez que o Presidente e o seu advogado ainda não responderam por escrito à primeira queixa da actriz.

O advogado Michael Avenatti disse que pretende apresentar novamente o pedido quando o Presidente e o seu advogado responderem à primeira queixa.

Trump poderá, assim, ser obrigado a prestar declarações em tribunal sobre o seu historial sexual, e sob juramento. Caso aconteça, será a primeira vez que um Presidente em funções presta depõe sob juramento desde que Bill Clinton, em 1998, teve de responder sobre os seus encontros com Paula Jones.

No passado domingo, a estrela porno Stormy Daniels explicou no programa "60 minutos", da cadeia CBS, que dormiu com Trump uma vez, pouco depois de Melania ter dado à luz o filho mais novo do presidente, Barron, hoje com 11 anos.

Também relatou que, em 2011, um homem aproximou-se dela num parque de estacionamento de Las Vegas e "aconselhou-a" a não falar sobre a sua suposta relação sexual com Trump em 2006.

"Largue esse assunto do Trump. Esqueça essa história", disse Daniels, recordando as palavras do homem, que olhou para a filha pequena da actriz, no banco de trás do carro. "É uma menina linda. Seria uma pena se acontecesse alguma coisa à sua mãe", ameaçou o mesmo indivíduo.

A actriz disse que foi essa ameaça, e o medo que esta lhe provocou, que a levou, na recta final da campanha presidencial de 2016, a aceitar assinar o acordo de confidencialidade sobre o seu romance com Trump. Esse acordo valeu-lhe 130 mil dólares, o valor que o advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, diz ter pagado do seu próprio bolso.

O advogado de Daniels, Michael Avenatti, argumenta que o "acordo de confidencialidade" que Daniels assinou em Outubro de 2016 não é válido porque não foi assinado pelo próprio Trump.

A Casa Branca reafirmou segunda-feira que Donald Trump "fortemente e claramente" negou que ele tenha feito sexo com a atriz, de 39 anos.

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