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Três mortos num tiroteio em cidade árabe no norte de Israel

Lusa 08:33
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O Presidente israelita declarou que os assassínios na comunidade árabe constituem "uma emergência nacional", após este incidente que eleva o número de árabes israelitas mortos para pelo menos 35 em 2026.

Três pessoas foram mortas esta quinta-feira num tiroteio na cidade árabe de Suweid Hamira, parte do território palestiniano anexado por Israel em 1948 e onde, no último ano, eclodiu uma onda de violência sem precedentes ligada ao crime organizado.

Após tiroteio, Presidente de Israel declara emergência nacional na comunidade árabe
Após tiroteio, Presidente de Israel declara emergência nacional na comunidade árabe AP Photo/Mahmoud Illean

Os três mortos eram homens que participaram "num incidente violento", segundo um comunicado divulgado pelo serviço de emergência israelita Magen David Adom.

O serviço reportou inicialmente a morte de dois homens na casa dos 30 anos devido a "ferimentos penetrantes" e, posteriormente, confirmou a morte de um homem na casa dos 50 anos que tinha sido levado para o Hospital Rambam.

O Presidente israelita, Isaac Herzog, declarou hoje que os assassínios na comunidade árabe de Israel constituem "uma emergência nacional", após este último incidente que eleva o número de árabes israelitas mortos em comunidades árabes para pelo menos 35 em 2026.

"Sete mortos em menos de 48 horas. Em Tira, Kiryat Yam e Suweid Hamira. 35 pessoas mortas nos primeiros 36 dias do ano. Só neste país o ministro nomeado mantém-se em funções e não há ninguém para o responsabilizar", denunciou o líder da aliança árabe-judaica Hadash-Taaal, Ayman Odeh, na rede social X.

Os palestinianos e os seus descendentes que permaneceram nas cidades que são hoje território israelita após a Guerra israelo-árabe de 1948 são conhecidos como árabes israelitas. As maiores cidades são Rahat e Nazaré, que juntas representam 20% da população.

Só em 2025, 252 árabes israelitas morreram vítimas de assassínios e crimes nas comunidades árabes, um número sem precedentes.

A comunidade culpa em parte a inação das autoridades e da polícia israelitas, chefiadas pelo ministro da Segurança Nacional, o supremacista judeu Itamar Ben Gvir.

Devido à escalada de violência, um primeiro protesto e greve geral reuniu, em 22 de janeiro, mais de 70 mil pessoas em Sakhnin, no norte de Israel.

De acordo com os meios de comunicação locais, os manifestantes exigiam a implementação de políticas para conter os assassínios.

Uma semana depois, ocorreu outra grande manifestação em Telavive, sendo esperada uma em Jerusalém no domingo, de acordo com a agência de notícias palestiniana Wafa, com a chegada de uma caravana de árabes vindos de várias cidades do norte de Israel.

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