A venda foi anunciada no meio de crescentes tensões regionais sobre a possibilidade de ataques militares norte-americanos contra o Irão.
O governo norte-americano aprovou sexta-feira novas vendas de armas a Israel no valor de 6,67 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros), incluindo 30 helicópteros de ataque Apache e 3.250 veículos táticos ligeiros.
Donald Trump, presidente dos EUADR
Segundo o Departamento de Estado, que anunciou o pacote de quatro vendas separadas, os helicópteros Apache serão equipados com lança-foguetes e sistemas de mira avançados, representando a maior parte do montante total, 3,8 mil milhões de dólares.
A segunda maior parte corresponde aos veículos táticos ligeiros, que serão utilizados no transporte de pessoal e logística "para ampliar as linhas de comunicação" das Forças de Defesa de Israel, custando 1,98 mil milhões de dólares, adiantou.
Israel vai gastar ainda 740 milhões de dólares em sistemas de propulsão para veículos blindados de transporte de pessoal que já estão ao serviço desde 2008, informou o Departamento de Defesa.
Os restantes 150 milhões de dólares serão destinados à aquisição de um pequeno número, não divulgado, de helicópteros utilitários ligeiros para complementar equipamentos similares que o país já possui.
Em declarações separadas, mas praticamente idênticas, o Departamento de Defesa afirmou que nenhuma das novas vendas afetará o equilíbrio militar na região e que todas elas "melhorarão a capacidade de Israel para enfrentar as ameaças atuais e futuras", bem como "a sua capacidade de defender as fronteiras, as infraestruturas vitais e os centros populacionais de Israel".
"Os Estados Unidos estão empenhados na segurança de Israel e é vital para os interesses nacionais americanos auxiliar Israel a desenvolver e manter uma capacidade de autodefesa forte e pronta", referem as declarações.
A venda a Israel, principal aliado de Washington no Médio Oriente, foi anunciada no meio de crescentes tensões regionais sobre a possibilidade de ataques militares norte-americanos contra o Irão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje que o Irão quer chegar a acordo com os Estados Unidos e que deu um prazo não divulgado a Teerão, após repetidas ameaças de intervenção militar.
Trump disse na quinta-feira que esperava não ter de atacar o Irão, após as suas ameaças de usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais na República Islâmica.
As ameaças do líder da Casa Branca foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana, incluindo o porta-aviões "Abraham Lincoln", que chegou à região do Golfo na segunda-feira com a sua escolta.
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