Talibã e Arábia Saudita. É mais o que os une do que o que os separa?

Talibã e Arábia Saudita. É mais o que os une do que o que os separa?
Ana Bela Ferreira 20 de agosto

Arábia Saudita foi um de três países a reconhecer os talibã, durante a tomada de poder, entre 1996 e 2001. Regime opressivo, tem dado mostras de alguma abertura. Será que os talibã de 2021 vão segui-lhes os passos?

Com o regresso dos talibã ao controlo do Afeganistão, regressam as dúvidas e o receio do que isso significará em termos de direitos humanos e, em especial, dos direitos das mulheres e meninas. E tal como há 20 anos quando o grupo esteve à frente do país, será que a Arábia Saudita vai voltar a ser dos poucos países a reconhecerem o seu poder? Viverão os dois regimes assim tão distantes um do outro?

O que disse a Arábia Saudita desta tomada do poder?


Apesar de ainda não haver um reconhecimento oficial - ao contrário do que aconteceu entre 1996 e 2001 quando apenas a Arábia Saudita, o Paquistão e os Emirados Árabes Unidos reconheciam os talibã como governadores do Afeganistão -, o reino de Mohammed Bin Salman já anunciou que respeitará a escolha do povo afegão.

Na segunda-feira, um dia após a tomada de Cabul pelos talibã, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita apelou às duas partes para trabalharem em conjunto, para "preservar a segurança, a estabilidade, vidas e as propriedades". Ficou a garantia de que não ia haver interferências externas.


O que fizeram os talibãs no primeiro 'governo'?

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