Os sete deportados enviados para o Ruanda juntam-se aos anteriormente recebidos pelo Sudão do Sul e pelo Essuatíni.
O Ruanda tornou-se o terceiro país africano a receber deportados dos Estados Unidos, numa altura em que o governo de Donald Trump está a expandir o seu programa para deportar imigrantes.
Desde que chegou à Casa Branca que Trump tem utilizado uma estratégia de deportações de imigrantes ilegais
A informação foi confirmada esta quinta-feira pela porta-voz do governo do Ruanda, que avançou também que sete deportados já chegaram ao país no início do mês, apesar de na altura nada ter sido tornado público. No início de agosto o Ruanda disse ter feito um acordo para receber até 250 deportados, mas recusou publicitar quando é que chegariam.
Yolande Makolo disse que os deportados estão a receber uma visita de representantes da Organização Internacional para as Migrações e dos serviços sociais do Ruanda. Três dos deportados já referiram que querem voltar aos seus países de origem enquanto os outros quatro “desejam ficar a construir as suas vidas no Ruanda”.
Não existem quaisquer informações públicas sobre as condições em que os deportados se encontram detidos, nem sobre as suas identidades, nacionalidades ou se existiam antecedentes criminais.
O Ruanda não é a primeira nação africana a receber deportados, de outros países de origem, vindos dos Estados Unidos. O Sudão do Sul e o Essuatíni já aceitaram um pequeno número de deportados, apesar de os detalhes dos acordos feitos com os Estados Unidos se manterem secretos, e o Uganda avançou na semana passada que também tem um acordo com os Estados Unidos para receber imigrantes.
Na altura em que o Sudão do Sul e o Essuatíni receberam deportados, as autoridades norte-americanas referiram que se tratavam de criminosos perigosos.
O que se sabe sobre os outros acordos dos Estados Unidos com países africanos?
O Uganda, que faz fronteira com o Ruanda, confirmou que estava disponível para aceitar deportados dos Estados Unidos desde que não tenham antecedentes criminais ou sejam menores desacompanhados. No entanto não foram avançados mais detalhes sobre o acordo, nem sobre quais são os benefícios em aceitar os deportados.
Para o Sudão do Sul foram já enviados oito homens provenientes do Sudão do Sul, Cuba, México, Mianmar e Vietname em julho. O processo foi atrasado devido a uma ação judicial e os oito homens foram mantidos durante uma semana num contentor de transporte numa base militar norte-americana no país vizinho Djibuti.
O governo afirmou que vai garantir a sua “segurança e bem-estar", mas recusou-se a avançar onde é que os migrantes estão detidos e qual será do seu destino. Vale a pena recordar que o Sudão do Sul tem sido assolado por conflitos desde que conquistou a independência do Sudão em 2011 e está novamente à beira de uma guerra civil.
Duas semanas depois das deportações para o Sudão do Sul terem sido confirmadas, os Estados Unidos anunciaram que tinham sido enviados cinco homens, cidadãos do Vietname, Jamaica, Cuba, Iémen e Laos, para o Essuatíni.
O governo local confirmou o acordo e afirmou que os homens iam ser mantidos em confinamento solitário até ao momento da repatriação e mais tarde referiu que esse processo pode levar até um ano.
Essuatíni, que faz fronteira com a África do Sul, é uma das últimas monarquias absolutas do mundo. O rei Mswati III governa desde completou 18 anos em 1986 e as autoridades que estão sob o seu comando são acusadas de reprimir violentamente os movimentos pró-democracia.
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