ONU pede ao Japão que não permita mulheres e crianças em Fukushima

Lusa 26 de outubro de 2018
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Especialista apelou ao Governo japonês que pare o regresso de crianças e mulheres para as áreas próximas da central nuclear, onde os níveis de radiação continuam elevados.

Um especialista em direitos humanos da ONU apelou ao Governo japonês que pare de fazer regressar crianças e mulheres em idade reprodutiva para as áreas próximas da central nuclear de Fukushima, onde os níveis de radiação continuam elevados.

Baskut Tuncak, o investigador independente sobre substâncias perigosas e resíduos, afirmou que os níveis de radiação continuam acima do que é considerado seguro, e que a decisão das autoridades nipónicas em permitir a concentração de crianças e mulheres perto da central nuclear é profundamente preocupante e pode ter um impacto potencialmente grave na saúde das crianças.

O Japão está a começar a revitalizar as zonas adjacentes à central nuclear, porque segundo os reguladores nipónicos os níveis de radioactividade já se encontram adequados.

Em 11 de Março de 2011, um sismo de magnitude 9,1 na escala de Richter gerou um 'tsunami' (agitação sísmica no mar que provoca uma série de ondas com altura elevada).

O abalo, que atingiu as cidades de Sendai e Fukushima, na região de Tohoku, no nordeste do Japão, causou mais de 18.500 mortos e centenas de milhares de desalojados.

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