Estas negociações estão a ser realizadas em Paris, com mediação norte-americana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Assad al-Shaybani, está a participar em negociações com Israel mediadas pelos Estados Unidos sobre a pacificação na região, as primeiras desde setembro, adiantou esta segunda-feira a agência noticiosa estatal síria SANA.
Forças de paz da ONU nas colinas de Golã, SíriaAP
Estas negociações estão a ser realizadas em Paris, com mediação norte-americana, confirmaram duas fontes diplomáticas à agência France-Presse (AFP).
O tema foi discutido durante uma reunião hoje em Paris entre Assad al-Shaybani e o seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.
"Os dois ministros enfatizaram a importância de trabalhar para a restauração de uma Síria estável, unificada e soberana. Nesse sentido, discutiram a necessidade de se chegar a um acordo de segurança com Israel no sul da Síria", apontou a diplomacia francesa em comunicado.
De acordo com a agência de notícias SANA, que citou uma fonte do Governo sírio, as conversações visam "alcançar um acordo de segurança equilibrado" entre a Síria e Israel, dois países vizinhos que ainda estão tecnicamente em guerra.
As novas autoridades islâmicas que tomaram o poder após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, iniciaram contactos de alto nível com Israel sob os auspícios dos Estados Unidos.
O último encontro ocorreu em setembro, mas as negociações estão paralisadas devido à insistência de Israel numa zona desmilitarizada no sul da Síria.
Ainda de acordo com a agência estatal síria, a reunião de hoje, que conta também com a presença do chefe dos serviços de informação sírios, Hussein al-Salama, está a ser realizada "sob a coordenação e mediação dos Estados Unidos".
As conversações centram-se em "reativar o acordo de retirada de 1974" e incluem "a retirada das forças israelitas" das áreas que ocuparam após a queda de Bashar al-Assad, segundo a SANA.
Durante o último ano, Israel realizou centenas de ataques aéreos, incursões na Síria e mobilizou tropas na zona desmilitarizada dos Montes Golã, para além da linha de demarcação entre a parte do território sírio anexada e o resto do país.
Em dezembro, o Presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, afirmou que a insistência de Israel em exigir a desmilitarização de toda a porção do território sírio que se estende desde o sul de Damasco até à linha de demarcação de 1974, estabelecida após a guerra israelo-árabe de 1973, estava a colocar a Síria numa "posição perigosa".
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