Sábado – Pense por si

Israel denuncia mensagens ameaçadoras a cidadãos em alegado ataque iraniano

Lusa 04 de janeiro de 2026 às 19:00
As mais lidas

"Esta é a última oportunidade que tem de se salvar a si e à sua família. As nossas filiais estão abertas", dizem as mensagens.

O Centro Nacional de Cibersegurança de Israel afirmou este domingo que milhares de israelitas receberam mensagens de texto com informações pessoais no que pode ser considerado um ataque psicológico iraniano.

Edifício em Teerão exibe mensagem ameaçadora contra soldados israelitas e americanos
Edifício em Teerão exibe mensagem ameaçadora contra soldados israelitas e americanos Foto AP/Vahid Salemi

Algumas mensagens contêm ameaças e informações pessoais dos cidadãos, segundo a agência espanhola Europa Press, que cita jornais israelitas.

"Esta é a última oportunidade que tem de se salvar a si e à sua família. As nossas filiais estão abertas. Nós sabemos quem você é", lê-se numa das mensagens, escrita em inglês.

Em alguns casos, as mensagens incluíam um 'link' que levava a uma página com informações pessoais, segundo o jornal israelita

A Direção Nacional de Segurança Informática de Israel considera que se trata de "uma tentativa de intimidação com o objetivo de criar pressão psicológica".

Segundo a Europa Press, no sábado, um grupo de 'hackers' chamado Handala, alegadamente ligado ao Irão, afirmou ter invadido o telemóvel da ex-ministra Ayelet Shaked e publicou 60 fotografias e vídeos supostamente roubados deste telemóvel.

O mesmo grupo garantiu no mês passado ter 'hackeado' os telemóveis do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, do seu chefe de gabinete, Tzachi Braverman, e do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett.

Artigos Relacionados
Urbanista

Uma certa e insustentável inocência

As redes estão preparadas para alavancar o óbvio: emoção, contradição, discussão. O que nos provoca raiva ou indignação ganha uma força que a mesma história, contada de outra forma, não consegue alcançar. E, por isso, se queremos, realmente, fazer por mudar, o digital ajuda mas não chega.