O navio de carga "HMM Namu" estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão.
Seul concluiu que a explosão ocorrida na semana passada num navio operado por uma companhia de navegação sul-coreana no Estreito de Ormuz foi causada pelo "impacto externo" de um objeto voador não identificado.
Lancha de patrulha dos Emirados Árabes Unidos aproxima-se de um navio-tanque ancorado perto do Estreito de OrmuzFoto AP/Fatima Shbair
"Como resultado da investigação, foi confirmado que, em 04 de maio, um objeto voador não identificado atingiu a popa do (navio) 'HMM Namu'. Existe, no entanto, uma limitação para determinar com precisão o tipo exato e o tamanho físico do objeto", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul num comunicado.
O navio de carga "HMM Namu" estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão, cerca das 20:40, hora da Coreia (12:40 em Lisboa), "no lado bombordo da casa das máquinas". Seguiu-se um incêndio, mas toda a tripulação saiu ilesa.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que se tratou de um ataque iraniano, instando Seul a juntar-se à agora suspensa operação militar dos Estados Unidos para escoltar navios através de Ormuz.
Teerão rejeitou categoricamente qualquer envolvimento na explosão, enquanto Seul adotou uma postura cautelosa, classificando a possibilidade de um ataque como "incerta".
Como muitas economias asiáticas, a Coreia do Sul depende fortemente das importações de combustível do Médio Oriente, grande parte das quais transita pelo estreito de Ormuz.
Desde a ofensiva israelo-americana de 28 de fevereiro, o Irão bloqueou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, reúne-se na segunda-feira nos Estados Unidos com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth.
Antes de partir para Washington, Ahn afirmou que, na reunião com Hegseth, irá discutir as intenções de Seul de conseguir a transferência do controlo operacional (OPCON) em tempo de guerra dos EUA para a Coreia do Sul durante o mandato do atual Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.
Também discutirão o plano para desenvolver submarinos nucleares sul-coreanos com ajuda tecnológica de Washington, disse o ministro, em declarações reportadas pela Yonhap.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.