A investigação foi publicada na segunda-feira sob a forma de crónica pelo colunista Nicholas Kristof.
Israel vai processar judicialmente o jornal norte-americano The New York Times após a publicação de um artigo que denuncia abusos sexuais generalizados contra detidos palestinianos, anunciou esta quinta-feira o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
NetanyahuAP Photo/Alex Brandon, File
O primeiro-ministro e o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, deram instruções para "instaurar uma ação por difamação contra o The New York Times", disseram os respetivos gabinetes num comunicado conjunto citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A decisão deve-se à "publicação por Nicholas Kristof, no The New York Times, de uma das mentiras mais odiosas e falsificadas alguma vez publicadas contra o Estado de Israel na imprensa moderna, contando ainda com o apoio do jornal", afirmaram.
A investigação foi publicada na segunda-feira sob a forma de crónica pelo colunista Nicholas Kristof.
Baseia-se em testemunhos recolhidos na Cisjordânia ocupada junto de 14 homens e mulheres que afirmam ter sido alvo de agressões sexuais cometidas por colonos israelitas ou por membros das forças de segurança.
A peça jornalística descreve "um padrão de violência sexual israelita generalizada contra homens, mulheres e até crianças --- cometida por soldados, colonos, investigadores do serviço de segurança interna Shin Bet e, sobretudo, guardas prisionais".
De acordo com o artigo, "não existem provas de que os líderes israelitas ordenem violações".
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel já tinha rejeitado as acusações logo após a divulgação do texto, alegando que o jornalista se baseou "em fontes não verificadas ligadas a redes afiliadas ao [grupo palestiniano] Hamas".
Telavive acusou ainda o diário de ter escolhido deliberadamente a data de publicação para desacreditar um relatório israelita independente sobre violência sexual cometida pelo Hamas durante o ataque de 07 de outubro de 2023 contra Israel, divulgado no mesmo dia.
As forças israelitas detiveram milhares de palestinianos na Cisjordânia desde o ataque do Hamas, que desencadeou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza.
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