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Mais de 450 mil deslocados no Líbano após ataques israelitas

Lusa 21:19
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O Exército israelita exigiu a retirada imediata dos moradores que ainda se mantêm nos arredores do sul de Beirute.

Mais de 450 mil pessoas foram deslocadas pelos ataques israelitas no Líbano, indicaram este sábado as autoridades libanesas, numa altura em que o país está sob intensos bombardeamentos desde segunda-feira, em retaliação a ataques do Hezbollah pró-iraniano.

AP Photo/Bilal Hussein)

“O número total de pessoas deslocadas registadas atingiu 454.000”, das quais mais de 110.000 estão alojadas em centros de acolhimento, declarou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, durante uma conferência de imprensa.

O Exército israelita exigiu hoje a retirada imediata dos moradores que ainda se mantêm nos arredores do sul de Beirute, numa antecipação de novos ataques de Telavive na capital do Líbano.

"Alerta urgente aos moradores dos subúrbios do sul de Beirute, especialmente àqueles que ainda não se retiraram da área. Repetimos: salvem as suas vidas e retirem-se das suas casas imediatamente", disse o coronel Avichay Adraee, porta-voz do Exército Israel, num comunicado.

O comunicado antecipa novos ataques israelitas nos subúrbios da capital libanesa, justificando a agressão no país vizinho com atividades do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.

Segundo a declaração publicada no Telegram e ilustrada com um mapa da área em questão, o Exército diz que irá “agir com força” nos subúrbios do sul de Beirute, tido como bastião do movimento Hezbollah.

O aviso surge dois dias depois de o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, ter ameaçado os habitantes do sul de Beirute de sofrerem a mesma devastação que Israel infligiu a Gaza, onde o país foi acusado de genocídio.

Na quinta-feira, avisos de retirada naquela zona de Beirute levaram milhares de habitantes a fugir da área, juntando-se também àqueles que fugiam do sul do Líbano, alvo de vários ataques e incursões israelitas.

Os ataques israelitas já mataram quase 300 pessoas no Líbano, que foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente, provocada por um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos contra o Irão.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

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