“O inimigo deve saber que uma guerra terrestre será mais perigosa, mais cara e irreparável”, avisou Ali Jawanshahi, comandante do exército iraniano.
O Irão assegura estar preparado para repelir as forças norte-americanas que se apresentarem no seu território por via terrestre. A garantia foi dada pelo comandante das forças terrestres do Exército do Irão, o general de brigada Ali Jawanshahi, depois de Donald Trump ter avançado com a possibilidade de os Estados Unidos invadirem a ilha de Kharg, com o intuito de pressionar o Irão a reabrir o Estreito de Ormuz.
Huthis do Iémen já declararam apoio ao IrãoEPA
Recorde-se que é à ilha de Kharg que chega o petróleo bruto vindo de importantes campos petrolíferos do Irão como Aboborar, Forouzan e Dorood, transportado por meio de uma complexa rede de tubos e cabos submarinos. Ali é processado para exportação e concentrado em tanques, sendo depois enviado através do Estreito de Ormuz para diversos países.
“O inimigo deve saber que uma guerra terrestre será mais perigosa, mais cara e irreparável”, avisou Ali Jawanshahi, segundo a agência semi-oficial Iranian Students’ News Agency (ISNA), citada pelo El País. "Todos os movimentos inimigos nas fronteiras estão a ser monitorizados e estamos preparados para qualquer cenário. Cada centímetro do território do Irão está a ser protegido”.
As autoridades iranianas, que já receberam apoio dos Huthis do Iémen, anunciaram a mobilização de mais de um milhão de soldados e combatentes com o intuito de repelir a eventual invasão norte-americana, garantindo que há "milhares de voluntários" a querer juntar-se às forças de segurança para ajudar a "defender o país".
O Irão terá aproximadamente 610 mil militares no ativo, além de 350 mil reservistas e milhares de membros da 'basij', uma milícia paramilitar voluntária, que desde o início da guerra tem sido crucial para manter o controlo estatal em todo o país, especialmente nas grandes cidades, com patrulhas diárias e postos de controlo.
Perante a necessidade de aumentar o efetivo da 'basij', o regime lançou uma campanha de recrutamento denominada "Pelo Irão" e baixou a idade mínima para os 12 anos.
Segundo o comandante da Guarda Revolucionária, Rahim Nadali, haverá muitos jovens a querer integrar esta milícia. "Considerando a idade daqueles que solicitam o ingresso, reduzimos a idade mínima para 12 anos, porque jovens de 12 e 13 anos querem participar", garantiu, acrescentando que os mais novos vão ajudar a "recolher dados de segurança e realizar patrulhas operacionais".
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