Norte-americanos enviaram um porta-aviões para a região.
A Guarda Revolucionária iraniana prometeu este sábado responder no terreno às ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio do envio de uma “frota enorme” norte-americana para águas próximas do Irão.
O porta-aviões Abraham LincolnAP
“Trump fala muito, mas deve estar seguro de que receberá a resposta no campo” de batalha, afirmou o comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Majid Mousavi, em declarações citadas pela televisão estatal Press TV.
Mousavi é o responsável pelo programa de mísseis balísticos iraniano como chefe da força aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.
Com centenas de milhares de efetivos, a força também conhecida por Guarda Revolucionária foi criada na sequência da revolução de 1979, que instituiu a República Islâmica, e tem por missão proteger o regime liderado pelo clero xiita.
Também o antigo general da Guarda Revolucionária e atual membro da Comissão de Segurança Nacional, Esmail Kowsari, reiterou que Teerão responderá de forma letal em caso de ataque, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
“Se os inimigos cometerem um ato agressivo, receberão uma resposta letal e dissuasora, e as bases norte-americanas na região serão um dos principais objetivos”, afirmou, citado pela agência iraniana Fars.
Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos no Irão, no final de dezembro, motivados pela desvalorização da moeda do país, o rial, e que evoluíram para contestação ao regime da República Islâmica.
As autoridades iranianas reprimiram as manifestações, que atribuem a uma instigação dos Estados Unidos e de Israel, resultando em milhares de mortos.
Organizações não-governamentais (ONG) da oposição têm divulgado balanços que variam entre 3.000 e 5.000 mortos, maioritariamente manifestantes, mas também membros das forças da ordem.
Trump afirmou na quinta-feira que uma “frota enorme” se dirigia para as proximidades do Irão e advertiu Teerão para que cessasse a repressão contra os manifestantes.
O porta-aviões “Abraham Lincoln”, que se encontrava no mar da China Meridional, foi enviado para o Golfo Pérsico, de acordo com as autoridades de defesa dos Estados Unidos.
Face ao aumento de tensão, várias companhias aéreas europeias, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a neerlandesa KLM cancelaram voos para a região do Médio Oriente.
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