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Irão: Londres, Paris e Nato condenam ataques a instalações de gás do Qatar

A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos causaram "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan.

Os ataques do Irão contra infraestruturas energéticas do Qatar foram esta quinta-feira condenados pelo primeiro-ministro britânico, durante um telefonema com o secretário-geral da NATO e com o Presidente francês.

Complexo de gás de Ras Laffan, no Qatar
Complexo de gás de Ras Laffan, no Qatar picture alliance

Keir Starmer, Mark Rutte e Emmanuel Macron consideraram os "ataques graves" e "concordaram que os ataques a infraestruturas críticas corriam o risco de agravar ainda mais a crise na região", adiantou um porta-voz do primeiro-ministro britânico.

Sobre a situação no estreito de Ormuz, sublinharam ser "essencial que parceiros colaborem num plano viável" para garantir a liberdade de navegação e segurança "desta rota marítima fundamental" para o transporte marítimo.

Separadamente, Starmer criticou "veementemente o ataque iraniano, ocorrido durante a noite, a uma instalação de gás do Qatar" e disse estar a trabalhar "no sentido de uma resolução rápida da situação no Médio Oriente" porque "pôr fim à guerra é a forma mais rápida de reduzir o custo de vida".

A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos, ocorridos ao amanhecer, causaram "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan.

Na Arábia Saudita, um drone abateu-se sobre a refinaria da Samref, situada na zona industrial de Yanbu.

Os ataques iranianos são uma retaliação contra a operação militar iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, que resultou na morte de vários líderes e milhares de civis.

No meio dos novos ataques à infraestrutura energética, o barril de Brent superou esta quinta-feira os 110 dólares, noticiou a agência de notícias espanhola EFE.

O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, de referência na Europa, disparou quase 30%, até superar os 70 euros por megawatt-hora (MWh).

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