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O objetivo é deportar um milhão de imigrantes por ano.
A polícia de imigração de Donald Trump, que tanta polémica tem gerado nos Estados Unidos nos últimos tempos, mais do que duplicou o número de efetivos num ano, muito por força de ações de recrutamento um pouco por todo o país. Passou de 10 mil para 22 mil agentes em janeiro deste ano, com um objetivo claro: deportar um milhão de imigrantes por ano.
Agentes do ICE em ação em MinneapolisAP
As ações do ICE (Polícia de Imigração e Fronteiras) têm gerado controvérsia no país, pelas detenções arbitrárias, incluindo até crianças, tudo levado a cabo por agentes contratados a um ritmo vertiginoso.
As ações de recrutamento acontecem um pouco por todo o país e os incentivos financeiros, segundo o 'The Times', são o principal aliciante. É oferecido um bónus até 50 mil dólares a quem quiser juntar-se ao ICE, além do perdão de empréstimos estudantis.
Para formar agentes de forma mais célere, o programa de treino foi reduzido de 5 meses para 47 dias. E o curso de espanhol que cinco semanas, que anteriormente era obrigatório, foi eliminado. O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, admitiu que simplificou "o treino para eliminar redundâncias e incorporar avanços tecnológicos", mas garantiu não ter sacrificado a segurança ou o treino apurado dos recrutas.
O treino inclui manuseio básico de armas de fogo, uso da força e táticas "focadas na oposição", que colocam os recrutas em situações reais para testar a velocidade e a precisão de tiro. Qualquer ideia de que a agência tenha sacrificado os seus padrões em prol da velocidade é atribuída a "políticos mentirosos e à grande imprensa".
Foi também reduzida a idade mínima de 21 para 18 anos e abolida a idade máxima de 37 anos. "Deixámos de ter limite de idade", disse Kristi Noem, secretária de segurança interna. "Inscreva-se no ICE, junte-se a nós e faça parte disto."
Uma jornalista, que foi militar, inscreveu-se numa feira de empregos do ICE no Texas, em agosto do ano passado, e contou ao 'The Times' que teve uma "entrevista de seis" minutos com um recrutador.
Semanas mais tarde submeteu-se a um teste antidrogas, a pedido do governo, mas recusou-se a preencher outros documentos exigidos, incluindo uma verificação de antecedentes criminais ou uma declaração juramentada atestando que não tinha praticado violência doméstica.
Pensado que estava descartada, até porque tinha fumado marijuana seis dias antes do teste antidrogas, Laura Jedeed foi surpreendida por uma oferta de emprego a tempo inteiro no ICE, cinco semanas depois de preencher os boletins de candidatura.
"Definitivamente parece que não estão a verificar tudo, ou que não se importam muito com quem estão a contratar", contou Jedeed, que antes de entrar para o exército sujeitou-se a um processo de verificação que se prolongou por vários meses por o seu pai ser sírio...
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