O Irão está prestes a completar duas semana de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram cerca de meia centena de mortos devido à repressão das forças de segurança.
O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou este sábado aos manifestantes para que “se preparassem para tomar” os centros das cidades, no 13.º dia de um movimento de protesto.
Reza Pahlavi pede aos manifestantes para tomarem cidades no IrãoAP
Numa mensagem publicada na rede social X, Pahlavi exorta os iranianos a “saírem todos às ruas” hoje e no domingo ao final do dia, “com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".
“O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos”, refere.
O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar “completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão” e insta os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.
“Apelo aos trabalhadores e funcionários de setores-chave da economia, especialmente transportes, petróleo, gás e energia, para que iniciem um processo de greve a nível nacional”, lê-se na mensagem no X.
Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: “Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo”, disse.
O Irão está prestes a completar duas semana de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo Organizações Não-Governamentais (ONG), cerca de meia centena de mortos devido à repressão das forças de segurança.
O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os seus aliados de provocarem este recrudescimento da violência.
Entretanto, a ONG de monitorização da cibersegurança Netblocks informou hoje que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.
“Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares”, escreveu a organização na rede social X.
Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.
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