Como é que radicais islâmicos têm passaportes venezuelanos?

Nuno Paixão Louro 03 de janeiro de 2016

Os Estados Unidos estão à procura de uma resposta e a investigar, desde o tempo de Hugo Chávez, ligações entre autoridades de Caracas e organizações extremistas, como o Hezbollah

As autoridades norte-americanas estão a investigar como é que passaportes venezuelanos foram parar às mãos de extremistas islâmicos a operar no Médio Oriente. A investigação começou no tempo de Hugo Chávez e continuou depois no mandato de Nicolás Maduro, por suspeitas de que estivessem a encobrir terroristas através da sua rede diplomática, revela o diário espanhol ABC.

Uma das denúncias mais recentes partiu de um diplomata venezuelano colocado no Iraque que diz ter sido ameaçado por um extremista suspeito de pertencer ao Hezbollah, apoiado pela Síria, conhecido como Tamimy, a quem recusou um passaporte, depois da polícia de Bassorá ter sido informada de que o homem tinha vários documentos de identificação venezuelanos falsos.

"Não sabes com quem te meteste", terá dito o homem depois do diplomata ter ajudado a mulher e o filho de dois anos de Tamimy a regressar à Venezuela, "podes ir ligar ao Maduro e dizer-lhe quem eu sou, vais ficar sem trabalho", acrescentou. A verdade é que o diplomata foi retirado do seu posto e está sem receber ordenado.

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