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Pelo menos 16 jihadistas do Daesh mortos em combates na Síria

03 de janeiro de 2016 às 12:49
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O anúncio foi feito pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), adiantando que foram mortos em confrontos com uma coligação militar árabe-curda perto do feudo jihadista de Raqa

Pelo menos 16 combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) foram mortos em confrontos com uma coligação militar árabe-curda no norte da Síria, perto do feudo jihadista de Raqa, divulgou este domingo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os jihadistas tinham lançado uma ofensiva a 30 de Dezembro contra diversas localidades nas mãos das Forças Democráticas Sírias (FDS) perto de Ain Issa, uma cidade controlada por esta coligação, situada a 50 quilómetros a norte de Raqa, considerada a "capital" do EI na Síria.

Nesta ofensiva foram mortos 21 combatentes das forças curdas.

No sábado à noite, "16 ‘jihadistas’ foram mortos e 19 feridos" em combates perto de Ain Issa com homens do FDS, que recuperaram uma pequena localidade que tinham perdido alguns dias antes para o EI, relatou o director da OSDH, Rami Abdel Rahmane.

As FDS, formadas principalmente pelas unidades de Protecção do Povo Curdo (YPG) e combatentes árabes, encontram-se na primeira linha da luta contra os ‘jihadistas’.

A 26 de Dezembro, a coligação retomou ao EI a barragem de Tichrine sobre o Eufrates, no norte da Síria, assim como muitas localidades sobre a margem leste do rio.

A barragem é estratégica, porque fornece de electricidade vastas regiões da província de Alepo, indicou a OSDH.

Trata-se da segunda grande operação da coligação, fundada em Outubro, que retomou ao EI cerca de 200 aldeias na província de Hassaké (nordeste).

Na margem oeste do Eufrates, o EI controla ainda vastos territórios de Raqa a Jarablus, perto da fronteira turca.

O conflito na Síria, que causou mais de 260 mil mortos desde Março de 2011, começou pela repressão de manifestações pacíficas e evoluiu para uma guerra complexa, opondo inúmeros actores e implicando potências estrangeiras e grupos ‘jihadistas’.