O Ministério do Comércio chinês anunciou ainda a criação de conselhos bilaterais de comércio e investimento, que servirão de mecanismo de diálogo para tratar de questões como a redução das tarifas sobre determinados produtos.
A China anunciou um compromisso de princípio com os Estados Unidos para reduzir as tarifas alfandegárias sobre produtos de igual importância para ambos os lados e confirmou também a compra de aviões norte-americanos.
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Num comunicado divulgado no sábado, o Ministério do Comércio chinês anunciou ainda a criação de conselhos bilaterais de comércio e investimento, que servirão de mecanismo de diálogo para tratar de questões como a redução das tarifas sobre determinados produtos.
Além disso, Pequim e Washington comprometeram-se a continuar a implementar os acordos alcançados em consultas anteriores e destacaram os progressos em áreas como o comércio agrícola e a cooperação aeronáutica.
As duas maiores economias do mundo concordaram em reduzir as barreiras não tarifárias sobre determinados produtos agrícolas, incluindo o marisco e os produtos lácteos chineses, bem como a carne de bovino e de aves norte-americanas, além de expandir o comércio agrícola bilateral através de reduções tarifárias mútuas numa gama definida de produtos.
O Ministério do Comércio chinês confirmou ainda um acordo referente à compra de aviões norte-americanos e à garantia de Washington de fornecimento de motores e componentes aeronáuticos à China.
Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, durante uma visita de Estado a Pequim, que o líder chinês Xi Jinping prometeu a compra de 200 aviões Boeing, número inferior às encomendas de 500 aparelhos 737 MAX e cerca de uma centena de modelos de longo curso (787 Dreamliner e 777) referidas pela imprensa nos últimos meses.
As equipas comerciais de ambos os países ainda estão a discutir os detalhes, irão finalizar os resultados o mais rapidamente possível e trabalhar em conjunto para os implementar, referiu o Ministério do Comércio chinês.
A primeira visita de um Presidente norte-americano à China em quase nove anos ocorreu após a guerra comercial sem precedentes de 2025, que a dada altura levou à imposição de tarifas de três dígitos sobre os produtos de ambos os países, bem como controlos de exportação sobre semicondutores e elementos de terras raras no meio de uma crescente corrida tecnológica.
Durante a visita de Trump a Pequim, ambos os países concordaram em estabelecer uma "relação estratégica de estabilidade construtiva" destinada, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, a orientar as relações durante os "próximos três anos ou mais".
"A essência das relações económicas e comerciais entre a China e os EUA é o benefício mútuo e resultados vantajosos para ambos os lados. Perante diferenças e atritos, a consulta em termos de igualdade é a única opção correta", afirmou Xi Jinping.
Trump afirmou na sexta-feira que os EUA e a China "fecharam alguns acordos comerciais fantásticos, ótimos para ambos os países".
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