Xi Jinping recebeu Donald Trump em Pequim, mas a cimeira terminou sem acordos concretos, deixando negociações em aberto num contexto de tensões persistentes.
Xi Jinping levou Donald Trump aos jardins de Zhongnanhai e comentou que um passeio pelo seu complexo residencial era cortesia que muito raramente concedia a líderes estrangeiros.
Putin, por exemplo, fora um dos poucos a quem concedera a atenção, disse Xi frente às câmaras que registavam os últimos momentos do sétimo encontro entre os dois líderes.
Por sinal, ficara também a saber-se, nessa sexta-feira, que Vladimir Putin, com quem Xi tomara chá nos jardins de Zhongnanhai há dois anos, iria a Pequim na próxima semana no âmbito dos regulares encontros da «parceria estratégica» sino-russa.
A encenação final, tal como o discurso de abertura, foi exemplar do modo como Xi enquadrou publicamente a cimeira, limitando a margem de manobra do presidente norte-americana.
Sem comunicado final ou anúncios oficiais de acordos comerciais, a cimeira saldou-se, essencialmente, na vertente pública, por compromissos vagos a negociar nos próximos meses.
A imprevisibilidade de Trump no conflito com Teerão – apesar dos indícios de nova vaga de ataques ao Irão –, a impossibilidade de a Casa Branca impor tarifas alfandegárias punitivas à revelia do Congresso com eleições agendadas para Novembro, levaram a liderança chinesa a optar por deixar negociações em aberto em função da questão fulcral de Taiwan.
Xi condicionou a cimeira ao começar por afirmar que a ascensão da China à preeminência entre grandes potências, conforme posição que lhe cabia antes do século XIX, não implicava um ameaça para outros estados.
O líder comunista reiterou, no entanto, que a unificação do estado chinês com a incorporação de Taiwan não é passível de discussão e que eventuais deslizes e desentendimentos na gestão da «questão mais importante nas relações com os Estados Unidos» poderão ter consequências muito graves, gerando conflitos perigosos.
Trump, no regresso a Washington, viria a admitir publicamente que discutira em pormenor com Xi – à revelia do acordado entre Washington e Taipé em 1982 – o próximo pacote de 14 mil milhões de dólares em vendas de armas a Taiwan endossado pelo Congresso em Janeiro, cuja aprovação lhe cabe decidir em breve.
Declarações vagas sobre vendas da Boeing a Pequim, além de exportações norte-americanos de soja e petróleo, aguardam mais precisões, bem como compromissos sobre restrições chinesas à venda de metais raros ou a aquisição por empresas da República Popular de processadores H200 da Nvidia.
Um gesto benevolente de Pequim quanto à libertação do empresário Jimmy Lay, do movimento pró-democracia de Hong Kong, detido em 2020 e condenado a 20 anos de prisão, ficou também em suspenso.
É isto que, conjunturalmente, define o que o secretário de estado norte-americano, Marco Rubio, classifica como «relação estável».
Xi Jinping recebeu Donald Trump em Pequim, mas a cimeira terminou sem acordos concretos, deixando negociações em aberto num contexto de tensões persistentes.
Na Parada da Vitória que Estaline celebrou na Praça Vermelha, a 24 de junho de 1945, soldados em traje de gala arremessaram ante o mausoléu de Lenine os estandartes capturados aos nazis. Putin está só e teme o perigo que o céu esconde.
A aposta na ocorrência ou não de uma pandemia funciona como um apaziguador da ansiedade provocada por acontecimentos fora de controlo e é também uma forma socialmente aceitável de reconhecer a real existência de risco.
Na iminência de uma imensa devastação há a prudência de uma bala, ou seja, a consideração de que só resta fazer o possível para escapar a maiores horrores.
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