Bibi ganha mas não escapa do tribunal

Bibi ganha mas não escapa do tribunal
Ricardo Santos 24 de março

Benjamin Netanyahu e o partido Likud venceram as Legislativas em Israel, mas sem maioria absoluta. Agora é tempo de preparar uma coligação à direita. Apesar da vitória e do elogiado processo de vacinação, o primeiro-ministro israelita vai a tribunal em abril. Em causa, acusações de corrupção, fraude e suborno. 

Benjamin Netanyahu vai continuar a ser o primeiro-ministro há mais tempo em funções em Israel. Desde 2009 que é assim e, se as negociações para uma coligação à direita forem bem sucedidas, a realidade não será diferente. Cerca de 4,5 milhões de eleitores (33% de abstenção) foram às urnas na terça-feira (23 de março) em busca de uma solução para a incapacidade política, que dura desde 2019, de formar um governo estável. Afinal, estas foram as quartas eleições legislativas no espaço de quatro anos.

Num cenário onde a pandemia foi tema fraturante, também as acusações de corrupção a Netanyahu estiveram em destaque. O líder do Likud está a braços com a Justiça, mas o sucesso da campanha de vacinação israelita poderá ter feito a diferença nos resultados. O país já vacinou totalmente mais de 50% da sua população e cerca de 57% recebeu a primeira dose da vacina, sendo líder mundial nestes parâmetros de combate à Covid-19. Entre os mais velhos, dos 70 aos 79 anos, já foi ultrapassada a marca de 90% de vacinados. 

A vitória nestas Legislativas permite ao antigo militar e gestor de 71 anos prosseguir no cargo, mas poderá não ser assim tão simples. Sobre ele pendem as tais acusações de fraude, quebra de confiança, corrupção e suborno. O julgamento deveria ter começado em março de 2020, mas foi sendo adiado em resultado da pandemia. A primeira audiência em tribunal está marcada para 5 de abril, em Jerusalém. E pode implicar a saída do cargo.

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