Tendo em vista as eleições previstas para o próximo ano.
O ex-primeiro-ministro grego Alexis Tsipras anunciou esta segunda-feira o regresso à política com o lançamento de um novo partido a 26 deste mês, tendo em vista as eleições previstas para o próximo ano.
Alexis Tsipras, ex-primeiro-ministro gregoEPA
Alexis Tsipras, 51 anos, antiga figura da esquerda radical e anti-austeridade na Europa, publicou no Facebook um vídeo que mostra as costas de dois rapazes nas bancadas de um estádio de futebol trajando camisolas com os números 26 e 5.
"Agora é o momento", escreveu, sem revelar o nome da nova formação política.
Tsipras foi nomeado primeiro-ministro no auge da crise financeira grega, em janeiro de 2015, na sequência das eleições legislativas vencidas pelo seu partido, Syriza, então da esquerda radical.
Nomeado com a promessa de pôr fim à austeridade orçamental, acabou por ser obrigado, alguns meses depois, a prosseguir medidas de austeridade, sob pressão dos credores, nomeadamente da União Europeia (UE) e da Alemanha.
A Grécia conseguiu depois sair da crise financeira.
Tsipras abandonou o poder após a derrota eleitoral de 2019 frente ao principal adversário, o atual primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, que lidera o partido de direita Nova Democracia (ND).
Depois de uma segunda derrota pesada em 2023 - com uma diferença de 20 pontos para a ND -, Tsipras, também contestado pelos seus pares, demitiu-se da liderança do Syriza e praticamente desapareceu da linha da frente da cena política, embora tenha permanecido deputado.
Em outubro passado, renunciou ao lugar no Parlamento e, desde então, intensificaram-se os rumores sobre a intenção de criar um novo partido, num contexto de perda de popularidade da ND no poder, devido ao aumento dos preços e a uma série de escândalos.
Entre estes, destaca-se o caso dos subsídios agrícolas alvo de uma investigação do Ministério Público Europeu, precedido por outro relacionado com escutas telefónicas que envolveram membros do Governo, jornalistas e o líder da oposição, o socialista Nikos Androulakis.
A este contexto soma-se um descontentamento generalizado com a lentidão da investigação ao pior desastre ferroviário da história da Grécia, que causou 57 mortos em 2023 e cujo julgamento dos alegados responsáveis apenas começou em março.
Apesar disso, a ND mantém-se, para já, na liderança das sondagens, num panorama político fragmentado.
Maria Karystianou, figura associada à tragédia ferroviária de 2023 e mãe de uma das vítimas, deverá também lançar o seu novo partido na próxima quinta-feira, dia 21.
Antigo primeiro-ministro grego Alexis Tsipras vai lançar novo partido
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