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Egito e Qatar pedem definição do mandato da força internacional em Gaza

Lusa 09 de novembro de 2025 às 11:33

No início da semana, António Guterres confirmou que os membros do Conselho de Segurança da ONU estavam a discutir a proposta inicial dos EUA sobre Gaza, que inclui um projeto de resolução para o estabelecimento desta força internacional.

O Egito e o Qatar, mediadores da guerra na Faixa de Gaza, pediram este domingo a definição do mandato e dos poderes da Força Internacional de Estabilização no enclave palestiniano, atualmente em discussão em Nova Iorque.
Edifícios destruídos em Gaza após ataque israelita AP Photo/Jehad Alshrafi
O pedido dos mediadores, que inclui também os Estados Unidos, foi feito durante uma chamada telefónica entre o chefe da diplomacia egípcia, Badr Abdelaty, e o homólogo qatari, Mohamed bin Abdelrahmán, para abordar a situação do cessar-fogo em Gaza, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito. “A conversa abordou as consultas em curso em Nova Iorque sobre o envio da Força Internacional de Estabilização. Ambos os ministros destacaram a necessidade de definir o seu mandato e poderes de forma a apoiar os esforços de recuperação e reconstrução precoce”, indicou a nota. No início da semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, confirmou que os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas receberam e estavam a discutir a proposta inicial dos Estados Unidos sobre Gaza, que inclui um projeto de resolução para o estabelecimento desta força internacional. Segundo o portal norte-americano Axios e o israelita Ynet, o mandato da força internacional de segurança em Gaza será de pelo menos dois anos.
O documento, rotulado como “sensível, mas não confidencial”, daria aos Estados Unidos e a outros países um amplo mandato para governar Gaza e garantir a segurança até fins de 2027, com a possibilidade de prorrogações posteriores, de acordo com ambos os meios de comunicação. Por outro lado, ambos os ministros confirmaram a continuidade da “plena coordenação e consultas” entre o Cairo e Doha para consolidar o cessar-fogo em Gaza, bem como a implementação do chamado “plano de paz” do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra. O acordo assinado por Israel e pelo grupo islamista palestiniano Hamas estabelece que a trégua abrange toda a Faixa de Gaza e que o exército israelita deve retirar-se até uma fronteira imaginária e mal sinalizada denominada “linha amarela”, mas isso não significa que o cessar-fogo não se aplique para além dela. Os soldados israelitas mataram mais de 240 pessoas desde o início da trégua em Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde do enclave, liderado pelo Hamas. 
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