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7 planos para o fim de semana: The Cure na Maia, cocktails e teatro em Lisboa e novos pratos em Guimarães

Em Lisboa, além dos Santos Populares, há concertos e peças de teatro para ver e novos cocktails e petiscos a provar. Em Guimarães, um restaurante renova-se. E em Penafiel, a indústria da moda chega ao palco.

Gonçalo Correia 05 de junho de 2026 às 07:00
The Cure Robert Smith Jack Plunkett/Invision/AP

1. Se está em Lisboa e se não planeia passar o fim de semana a celebrar os Santos Populares - fizemos um roteiro que pode ler e sugerimos-lhe restaurantes onde jantar perto dos arraiais -, temos uma alternativa para lhe propor. No Rossio Gastrobar, bar gastronómico no rooftop do hotel Altis Avenida que tem uma vista esplendorosa (e panorâmica) do Rossio, do Castelo de São Jorge, do Tejo e da Avenida da Liberdade, pode provar dois novos cocktails que foram introduzidos na carta há pouco mais de uma semana.

O tradicional Paloma e o cocktail de autor Noa Noa, ambos disponíveis por €13, foram acrescentados na carta por Flavi Andrade, head bar manager do espaço, sendo o segundo uma “interpretação” própria do Paloma, com tequila Patrón Reposado, Humo, Magnólia Vine, toranja e café curados e refrigerante de toranja, terminando com “uma goma agridoce inspirada nas tradicionais guloseimas mexicanas”.

Pode juntar a estes cocktails opções alimentares da carta como tarteletes de abóbora e amêndoa (€8, 4 un.), bacalhau frito e molho tártaro (€16), bowls variadas (de beringela camarelizada, sésamo e cebolinho ou de raclette de camarão e pleurotus), entre os €15 e os €18, hambúrguer de carne maturada, queijo, cornichons e agrião (€16) e cachorro folhado, kimchi e molho de cebolinho e lima (€17). Isto além de pratos mais substanciais, como cachaço de bacalhau, batata, gema e cebola (€25), arroz de forno, camarão tigre e maionese de caril (€40), pregado, bivalves e puré de aipo (€35) e presa de porco preto, pimentos de forno e verdes (€35).

2. Em Penafiel, sugerimos-lhe uma ida ao teatro. Este sábado, 6 de junho, o espaço cultural Ponto C recebe, a partir das 18h, o espetáculo Dressing Room, uma criação teatral escrita, dirigida e interpretada por Lígia Soares sobre a indústria da moda. “E se no orçamento de um espetáculo, a rubrica mais cara for precisamente… o vestido?”, lè-se na sinopse, que promete uma reflexão sobre “a viabilidade ética de um artigo de luxo, considerado o tempo e as condições de trabalho da sua fabricação” e sobre “consumo, entretenimento, consciência, estética e a importância que tem um vestido”. Os bilhetes custam €8.

3. Também na região Norte do País, e depois de um ano (2025) em que não aconteceu, o festival de música North Festival está de regresso este fim de semana. Após edições anteriores nas cidades de Porto e Guimarães, o festival, que teve a primeira edição em 2017, estreia-se este ano na Maia, mais exatamente na Cidade Desportiva da Maia.

Ao longo de três dias - sexta-feira, sábado e domingo -, neste “espaço amplo e alargado” que permite “mais conforto, acessibilidade e uma experiência melhorada” (garante a organização) e onde existirão “pontos específicos para recolha e drop off de TVDE, para comodidade dos festivaleiros”, atuam artistas e bandas como Luís Trigacheiro com os convidados Àtoa (6.ª, 20h20), Ornatos Violeta (6.ª, 21h50), Snow Patrol (6.ª, 23h30), Liniker (sáb., 20h20), The Waterboys (sáb., 21h50), Europe (sáb., 23h40), Linda Martini (dom., 19h20), Mogwai (dom., 20h50) e The Cure (dom., 22h45). Os passes gerais custam €140 e os bilhetes diários custam €55 - mas o terceiro dia, em que atuam os históricos britânicos The Cure, liderados pelo carismático Robert Smith, já está esgotado.

4. De volta a Lisboa, uma sugestão musical. Este sábado, às 19h30, o Teatro do Bairro Alto recebe um concerto especial. O grupo português Caveira, formado pelo guitarrista Pedro Gomes, pelo saxofonista Pedro Alves Sousa, pelo baterista e percussionista Gabriel Ferrandini e pelo baixista Miguel Abras, autores de uma proposta musical exploratória devedora do rock, do free-jazz e do noise, alia-se em palco ao artista multidisciplinar, compositor e DJ britânico Edward George, cujo trabalho “mergulha no imaginário da diáspora africana no Caribe e na Europa” e que cruza “ficção científica sonora e textual” com “ensaios dramatúrgicos”, para um concerto conjunto. Os bilhetes para o concerto custam €12.

5. Ainda em Lisboa, há teatro para ver: este sábado (às 19h) e este domingo (às 17h), o coletivo nacional SillySeason leva ao Centro Cultural de Belém o espetáculo O Direito do Mais Fraco à Liberdade, um espetáculo já apresentado em outros palcos nacionais (estreou-se no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães) e cuja ação acontece em 1974. Na descrição, lê-se: “Rainer Werner Fassbinder prepara-se para realizador mais um dos seus filmes. Provocador e enigmático como sempre, (...) aponta para uma produção que rejeite a construção paternalista e hierárquica da sociedade.” O grupo celebra os 50 anos “não de um regime” [uma referência à queda do Estado Novo, em abril de 1974 em Portugal] mas “de mais um dos históricos gritos pelo direito fundamental ao amor”. Os bilhetes custam entre €10,50 e €13.

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"O Direito do Mais Fraco à Liberdade" é uma criação do coletivo SillySeason
Foto: Alípio Padilha
O espetáculo pode ser visto este sábado (19h) e este domingo (17h) no Centro Cultural de Belém, em Lisboa
Foto: Alípio Padilha
Os bilhetes custam entre €10,50 e €13
Foto: Alípio Padilha

6. Também há novos pratos para descobrir em Lisboa. Na zona de Sete Rios, o restaurante Erva, chefiado por João Moreira, renovou o menu. Por lá figuram agora entradas como sopa de tomate assado com ovo escalfado e poejo (€9) e brioche de atum com maionese de coentros e lima caviar (€17), pratos principais como polvo do Algarve com açorda e gema de ovo (€27) e peixe-galo com puré de aipo, espargos e molho de manteiga (€31) e sobremesas como leite-creme com alfazema e laranja (€8) ou tarte de queijo de cabra com gelado de ginja (€9).

Se preferir visitar o Erva de semana, há menus de almoço (entre as 12h e as 16h) a €23 por pessoa, com uma entrada, um prato principal e uma bebida. Os pratos variam, nesses casos, de dia para dia, existindo tempura de polvo com arroz de coentros às segundas-feiras e filetes de pescada com arroz de tomate às sextas-feiras, por exemplo.

Jack Hardy

7. Em Guimarães, também há novos pratos para descobrir. No restaurante Bugalho, liderado pelo renascentista Rui Lemos - é “cozinheiro, compositor, performer, artista visual e investigador”, tendo também vencido já o concurso MasterChef Portugal, lê-se em nota enviada à imprensa -, servem-se agora iguarias que casam bem com o calor e as estações quentes.

Nas opções de partilha, há escolhas como presa de porco e camarão (€15), moelas ai ai (€7,50), preguinho de peixe e salpicão (€8) e “ovos todos rotos” de javali (€12), pato (€11) ou cogumelos (€9). Nos pratos principais, serve-se borrego, tsatsiki e puré de grão (€23), frango à bugalho (€20), feijoada de peixe (€23), arroz de forno com filetes de polvo (€24) e estufado de cogumelos com puré do dia (€20), entre outras opções. Para rematar, enumeram-se sobremesas como baba de carvalho (€6,50), mousse de lima (€6), pavlova (€7) e frutinha da época (€6). Quem preferir, tem ainda três menus de degustação, que devem ser reservados pelo menos 24 horas antes: dois deles com cinco momentos, para amantes de carne ou de peixe, ambos a €50, e um com seis momentos, para “amantes de comida”, a €80.

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