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TotalEnergies teme escassez de combustível na Europa se bloqueio do Estreito de Ormuz continuar

Lusa 13:33
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Devido ao bloqueio do estreito, parte do petróleo do Golfo Pérsico está a ser transportado através de oleodutos existentes, mas estes são insuficientes.

Patrick Pouyanné, CEO da petrolífera francesa TotalEnergies, alerta que, se o bloqueio no estreito de Ormuz continuar por "mais dois ou três meses", a Europa sofrerá problemas de abastecimento semelhantes aos que já existem em alguns países asiáticos.

Petrolífera francesa TotalEnergies alerta para os efeitos do bloqueio no estreito de Ormuz
Petrolífera francesa TotalEnergies alerta para os efeitos do bloqueio no estreito de Ormuz AP

Em declarações transmitidas este sábado pelo canal BFMTV, Pouyanné enfatiza: "Já absorvemos todo o excedente (das reservas). Se a situação continuar por mais dois ou três meses, entraremos numa era de escassez de energia como a que já foi vivenciada por alguns países asiáticos."

Estas declarações, um excerto do seu discurso numa conferência organizada desde sexta-feira em Chantilly pelo Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), insistem que, embora essa escassez ainda não se materialize, não se pode "permitir que 20% das reservas de petróleo e gás fiquem inacessíveis sem graves consequências".

O responsável fazia referência ao encerramento quase total do estreito de Ormuz pelo Irão em resposta à guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel, que, segundo o CEO da TotalEnergies, é a questão que tem de ser resolvida, e "rapidamente".

Para Pouyanné, dado que o petróleo do Golfo Pérsico, que é "muito barato", é indispensável, alternativas ao estreito de Ormuz têm ser encontradas para transportá-lo aos mercados consumidores.

"O facto de não haver saídas suficientes para o estreito de Ormuz é um grande problema", afirma, antes de defender a construção de "novos oleodutos" para contornar este bloqueio.

Devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, parte do petróleo do Golfo Pérsico está a ser transportado através de oleodutos existentes, mas estes são insuficientes.

A Arábia Saudita possui um oleoduto que transporta petróleo bruto de alguns dos seus poços até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, os Emirados Árabes Unidos também possuem um que contorna o estreito, e do Iraque, parte do petróleo é transportada por um oleoduto que vai de Kirkuk, no Curdistão, até o porto turco de Ceyhan, no Mediterrâneo.

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