Responsáveis militares de 44 países de todos os continentes estão em Londres durante dois dias, numa reunião que pretende criar uma missão de caráter defensivo, para deminar e proteger navios da marinha mercante no Estreito de Ormuz.
Os ministros da Defesa britânico, John Healey, e francesa, Catherine Vautrin apelaram esta quinta-feira aos responsáveis militares de vários países reunidos em Londres para alcançarem um plano conjunto para assegurar o estreito de Ormuz, dizendo estar "confiantes" quanto a "progressos".
Petroleiros ancorados no Estreito de OrmuzAP
Esta reunião, que deve durar dois dias, esta quinta e sexta-feira, tem como objetivo criar "uma missão multinacional com caráter defensivo, que aumentará a confiança da marinha mercante e, se necessário, permitirá desminar [o estreito] e proteger os navios quando as hostilidades terminarem", especificou John Healey. "Milhões de pessoas" contam com um desfecho positivo desta reunião, acrescentou. "Não podemos desiludi-las!", apelou o ministro britânico.
Mais de 44 países de todos os continentes participam nesta reunião, informou, por seu lado, o Ministério da Defesa britânico. A conferência realiza-se na sequência de uma cimeira que reuniu a17 de abril cerca de cinquenta participantes, incluindo trinta chefes de Estado e de governo.
No final desta conferência, o presidente francês Emmanuel Macron tinha falado da criação de uma "missão neutra, bem distinta dos beligerantes" para assegurar a navegação no estreito de Ormuz, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a esclarecer que "mais de doze países" tinham-se oferecido para contribuir para essa força "pacífica e defensiva".
Esta quinta-feira, os dois países insistiram no facto de que esta força só seria desdobrada quando a paz duradoura na região estivesse instaurada. Numa declaração, John Healey e Catherine Vautrin saudaram o cessar-fogo com o Irão, que o presidente americano Donald Trump anunciou na terça-feira que iria prolongar.
"Desejamos que [este cessar-fogo] perdure e se consolide, e que conduza ao fim definitivo das hostilidades", afirmaram os ministros. "Estamos confiantes de que progressos reais podem ser alcançados", acrescentaram.
Os dois ministros esclareceram que um "grupo de planeamento operacional" para restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz - quase bloqueado desde o início dos ataques israelitas e americanos contra o Irão, em 28 de fevereiro - apresentou na quarta-feira um relatório, que serviu de base para a reunião.
A missão dos militares reunidos em Londres "consiste em traduzir o consenso diplomático estabelecido pelos nossos dirigentes em opções militares concretas, com um plano conjunto e coordenado, visando garantir a liberdade de navegação no estreito e apoiar um cessar-fogo duradouro", indicaram os responsáveis das pastas da Defesa britânica e francesa.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, o Irão tem conseguido quase paralisar o estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo e o Oceano Índico crucial para a exportação de hidrocarbonetos da região. Este bloqueio provocou um forte aumento dos preços do petróleo e do gás, com fortes impactos na economia mundial.
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