Os sessenta euros que ameaçam subida de salário mínimo

Alexandra Pedro 25 de novembro de 2016

CIP agarra-se ao acordo de 2012 – durante a governação do PSD - e não quer grandes alterações, Governo, Bloco de Esquerda e UGT defendem aumento para os 557 euros. PCP e CGTP arriscam e pedem aumento para 600 euros mensais já em Janeiro

A reunião com a Comissão Permanente de Concertação Social não acabou com o acordo tão desejado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O aumento do salário mínimo nacional para os 557 euros, previsto pelo Governo, não agrada às entidades patronais e trabalhadoras, mas, claro, por diferentes razões. E jogo estão, entre proposta mais alta e a mais baixa, sessenta euros.

António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), revelou em debate na Antena 1, que não haverá nenhum acordo caso o Governo decida não respeitar o estabelecido durante a liderança de Pedro Passos Coelho, em 2012 – que prevê não aumentar o salário mínimo além dos 540 euros. A Confederação do Comércio (CCP), encabeçada por João Vieira Lopes, segue a mesma linha de pensamento. "Tudo o que seja acima disso (540 euros), pedimos ao Governo que nos apresente valores e quais as contrapartidas", frisou, segundo o Público.

Do lado dos trabalhadores, a CGTP, bem como o PCP, não têm dúvidas. Arménio Carlos (CGTP) defende a revogação do acordo de 2012 e exige um aumento do salário para 600 euros mensais já em Janeiro de 2017. Sobre a reunião da passada quinta-feira, o líder sindical mostrou-se desiludido. "Falou-se muito e avançou-se pouco", atirou. Arménio Carlos lembrou ainda que para a CGTP "não pode haver proposta inicial por parte do Governo que seja inferior a 557 euros, para iniciar as negociações".

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