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Seleção iraniana responde a Trump e diz que ninguém a pode excluir do Mundial2026

Publicação surge depois de Donald Trump ter afirmado que, apesar de a seleção iraniana ser "bem-vinda", a sua presença no Mundial2026 é desaconselhada por "razões de segurança".

A seleção do Irão de futebol advertiu esta sexta-feira que "ninguém pode excluir" a equipa nacional iraniana do Mundial2026, para o qual está qualificada, em resposta à sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coorganizador do torneio.

Seleção do Irão responde a Trump sobre a sua participação no Mundial
Seleção do Irão responde a Trump sobre a sua participação no Mundial Sebastian EL-SAQQA/picture-alliance/dpa/AP Images

"Ninguém pode excluir a equipa nacional do Irão do Campeonato do Mundo", indica a conta oficial da seleção iraniana no Instagram, mensagem que foi partilhada pela conta pessoal do selecionador de futebol deste país do Médio Oriente, Amir Ghalenoei, na mesma rede social.

A publicação surge no dia seguinte a Donald Trump ter afirmado que, apesar de a seleção iraniana ser "bem-vinda", a sua presença no Mundial2026 é desaconselhada por "razões de segurança", devido ao ataque militar desencadeado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

"O Mundial é um evento histórico e internacional e seu regulador é a FIFA, não um indivíduo ou um país. A seleção iraniana, com sua força e uma série de vitórias decisivas, esteve entre as primeiras equipas a qualificar-se. O único país que poderia ser excluído é aquele que detém o título de 'anfitrião', por não ter capacidade para garantir a segurança das equipes participantes neste evento global", reforça o 'team melli'.

Na quarta-feira, o ministro iraniano dos Desportos disse o Irão "não tem condições para participar" no Mundial2026, coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México, "tendo em consideração as ações malévolas contra o Irão" efetuadas pelos norte-americanos, que impuseram "duas guerras em oito ou nove meses e mataram milhares de cidadãos" iranianos.

Donald Trump reagiu no dia seguinte, através de uma publicação na rede social Truth: "A seleção iraniana de futebol é bem-vinda no Mundial, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles", escreveu o presidente norte-americano.

As declarações provenientes de Teerão e Washington surgem num contexto de elevada tensão entre os dois países, após a morte do líder supremo Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, durante uma ofensiva israelita e norte-americana.

A questão tinha sido discutida também na quarta-feira entre Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa reunião na Casa Branca.

Segundo Infantino, o presidente dos Estados Unidos tinha reiterado inicialmente que o Irão seria livre de competir no torneio, que se realiza entre 11 de junho e 19 de julho e contará pela primeira vez com a participação de 48 seleções.

Em novembro, a administração americana já tinha imposto restrições, garantindo vistos para jogadores e equipas técnicas, mas barrando a entrada de adeptos iranianos por motivos de segurança nacional.

O Irão classificou-se através da Confederação Asiática de Futebol para o Mundial2026 - no qual também estará presente a seleção portuguesa - e ficou integrado no Grupo G, com Bélgica, Nova Zelândia e Egito, tendo os três jogos sido agendados para os Estados Unidos, dois em Los Angeles e um em Seattle.

Os Estados Unidos e Israel, que já tinham protagonizado uma guerra de 12 dias contra o Irão em junho, lançaram esta nova ofensiva, em 28 de fevereiro, justificada pela inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

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