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Benfica lamenta morte de Mário Zambujal: "Benfiquista assumido, manteve sempre uma ligação de afeto ao clube"

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O escritor e jornalista morreu aos 90 anos. Era sócio do clube desde 1959.

O Benfica lamentou esta quinta-feira, através de uma nota de pesar publicada no site, a morte de Mário Zambujal. O escritor e jornalista, que morreu hoje aos 90 anos, era sócio das águias desde 1959.

Mário Zambujal no dia em que apresentou o livro livro “A dama de espadas”.
Mário Zambujal no dia em que apresentou o livro livro “A dama de espadas”. Sérgio Martins

Mário Zambujal, que morreu hoje, aos 90 anos, estreou-se nos livros com o sucesso de "Crónica dos Bons Malandros", em 1980, quando era o conhecido pivô do "Domingo Desportivo" da RTP1.

"Figura marcante do jornalismo e da literatura portuguesa, Mário Zambujal destacou-se ao longo de várias décadas pela qualidade da sua escrita e pelo olhar atento sobre a sociedade portuguesa", realçou o Benfica.

O emblema lisboeta sublinhou que Mário Zambujal era um "benfiquista assumido", que "manteve sempre uma ligação de afeto ao clube, fazendo parte da grande família benfiquista", e que, ao longo de gerações, "ajudou a construir a identidade e a dimensão do Sport Lisboa e Benfica".

Mário Zambujal nasceu em Moura, em 1936, e viveu até aos cinco anos na Amareleja. Dali, seguiu com a família para o Algarve, acabando por se mudar para Lisboa já em adulto. No início da atividade enquanto jornalista, já na capital portuguesa, Zambujal fez-se ao desporto, uma das suas grandes paixões. Foi jornalista de A Bola, sub-diretor do Record e cara familiar nos programas da RTP dedicados ao tema, com atenção sempre privilegiada ao futebol, como Domingo Desportivo ou Grande Área. Com características únicas na forma de comunicar, voz pausada e elevado sentido de humor associado a uma perspicácia e inteligência na ponta da língua, procurou outras áreas dentro da televisão, como guionista para os programas de humor Lá em casa tudo bemNós, os Ricos ou Os Imparáveis.

Na rádio, destacou-se com Carlos Cruz, na Rádio Comercial, com o programa Pão com Manteiga, continuando uma carreira em paralelo na imprensa. O Século, Diário de Notícias, Se7e, Tal & Qual, Diário de Lisboa e 24 Horas foram alguns dos jornais para os quais escreveu.

No verão de 1984, foi feito Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, presidiu ao Clube dos Jornalistas (2009-2021), ganhou o Prémio Gazeta de Mérito em 2025. Depois do sucesso do primeiro livro, vieram mais dois, em 1983 e 1986, Histórias do fim da rua e À noite logo se vê. Depois, deu-se um interregno na escrita que duraria até 2003, quando lançou Fora de Mão. Nos 22 anos seguintes, escreveu mais 15 livros, fechando a loja em 2025, com O último a sair.

Mário Zambujal, irmão de Francisco Zambujal (caricaturista do jornal A Bola) e pai de Isabel Zambujal (escritora de literatura infanto-juvenil), morreu uma semana depois de completar 90 anos, no Hospital da Luz.  

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