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Tripulação da Artemis II verá um eclipse solar durante sobrevoo da face oculta da Lua

Lusa 06 de abril de 2026 às 07:59
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Enquanto o Sol desliza por detrás da Lua, os astronautas poderão observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.

Os quatro astronautas da missão Artemis II terão a oportunidade de assistir a um eclipse solar quando, esta segunda-feira, sobrevoarem a face oculta da Lua, batendo assim o recorde histórico de distância alcançado pela humanidade.

Os quatro astronautas da Artemis II
Os quatro astronautas da Artemis II AP

A tripulação, composta pelo comandante Reid Wiseman, pelos astronautas da NASA Victor Glover e Christina Koch, e pelo astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA) Jeremy Hansen, poderá observar o evento astronómico que terá uma duração de quase uma hora, perto do final da janela de sobrevoo de seis horas programada para hoje.

A NASA explicou que, durante o eclipse, o Sol ficará oculto à vista ao passar por detrás da Lua, da perspetiva da cápsula Orion, um fenómeno que não pode ser visto a partir da Terra.

Nesse momento, a tripulação observará a Lua praticamente escura, o que lhes dará a oportunidade de procurar por flashes de luz provocados por meteoróides que impactam a superfície lunar, partículas de poeira a elevar-se sobre a borda do satélite natural e alvos do espaço profundo, incluindo planetas.

Enquanto o Sol desliza por detrás da Lua, os astronautas poderão observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.

Kelsey Young, diretora do Departamento de Ciência e Exploração da NASA para a missão Artemis II, descreveu a oportunidade de observar o eclipse como "um momento poético" tanto para a tripulação como para a humanidade.

O plano de observação de seis horas programado para a tarde de hoje incluirá o registo de características que possam ajudar os cientistas a compreender como se formaram a Lua e o sistema solar, tais como crateras, antigos fluxos de lava e fissuras e cristas geradas à medida que a camada exterior da Lua se deslocava lentamente ao longo do tempo.

"Sei que os dados que obtivermos irão inspirar a próxima geração de cientistas e exploradores; mas, além disso, esta missão aproximará a Lua de nós e irá unir-nos a todos, proporcionando-nos um ponto de ligação tangível com o nosso satélite", salientou Young.

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