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Dos problemas na casa de banho às comunicações perdidas: o arranque atribulado da missão Artemis II

Aeronave detetou falhas antes de ser lançada para o espaço, mas o problema foi resolvido. Ainda antes de se completar o primeiro dia de viagem, surgiram outros impasses.

Mais de 50 anos depois, a NASA volta a enviar uma tripulação numa missão à Lua. Em fevereiro, a agência espacial norte-americana fez o seu primeiro ensaio geral, com o objetivo de colocar a aeronave no espaço em março, mas tendo sido detetadas anormalidades, nomeadamente fugas de hidrogénio, a viagem acabou por ser adiada para  1 de abril.

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Problemas no sistema de abortagem

Os primeiros problemas decorreram ainda antes do lançamento da aeronave. Na hora anterior, foi detetada uma complicação no sistema de abortagem - que permite que os astronautas sejam ejetados do foguetão em caso de falha.

Este impasse acabou, contudo, por ser resolvido durante a contagem decrescente do lançamento da nave. "Artemis II, aqui é a diretora de lançamento", anunciou Charlie Blackwell-Thompson, a primeira mulher a ocupar esse cargo na NASA aos tripulantes. "Podem descolar."

"Partimos por toda a humanidade", respondeu o comandante Reid Wiseman.

Problemas na comunicação

Na quarta-feira, na primeira hora do lançamento, a nave perdeu temporariamente a comunicação com o centro de controle de Houston, segundo explicou o administrador da NASA, Jared Isaacman, numa conferência de imprensa.

"Aproximadamente 51 minutos após o lançamento, o Orion sofreu um problema de comunicação - o que provocou uma perda temporal parcial das comunicações", explicou o responsável máximo da agência. As comunicações da tripulação foram depois "reestabelecidas". "Estamos a trabalhar ativamente no problema e manteremos as informações", disse.

O episódio traduziu-se em momentos muito tensos e o o motivo dessa desconexão ainda não é conhecido. Contudo, a comunicação com os astronautas já foi restabelecida: o sinal recuperou sozinho.

Problemas na casa de banho

Já em órbita, a tripulação do Artemis II entrou em contacto com a equipa de missão em solo para relatar um problema na casa de banho especializada, chamada Sistema Universar de Gestão de Resíduos. Segundo o jornal , foi notada uma luz a piscar, que indicava algum tipo de falha. Numa conferência de imprensa, o administrador associado da NASA, Amit Kshatriya, chamou-lhe de um "problema no controlador". "Estamos apenas a começar", justificou. Horas depois, já de madrugada, a agência espacial informou que a tripulação, em estreita colaboração com outros especialistas em Houston, conseguiram resolver o problema com sucesso.

Pouco antes de ir dormir, a astronauta Christina Koch colocou-se em contacto com Houston e questionou se a tripulação sempre poderia usar a casa de banho durante a noite, após ter sido detetado o problema. A resposta tranquilizadora do controle da missão foi: "Podem usar a casa de banho a noite toda."

A missão está prevista durar 10 dias, mas com este problema, poderia dar a sensação de eterna

Esta é a primeira vez que é instalada uma casa de banho numa nave. As missões Apollo que levaram outros astronautas à Lua nas décadas de 1960 e 1970 não tinham uma casa de banho a bordo: as tripulações usavam sacos para recolher os dejetos durante a viagem e esses sacos eram depois deixados na superfície lunar para reduzir o risco de contaminação durante o regresso à Terra.

“Nós, como tripulação, temos muita sorte em ter uma casa de banho com porta nesta pequena nave - o único lugar onde podemos ir durante a missão e realmente sentir que estamos sozinhos por um momento”, disse num vídeo Jeremy Hansen, o astronauta canadiado que segue a bordo deste foguetão.

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