"Sou intersexo e discriminado há 30 anos, desde que nasci"

'Sou intersexo e discriminado há 30 anos, desde que nasci'
Raquel Lito 14 de novembro de 2019

Santiago foi agredido de várias formas e chegou ao limite quando sofreu um AVC. Agora revela a sua história à SÁBADO: a vida de quem não pertence, anatomicamente, ao sexo feminino ou masculino. Mas identifica-se como homem e é ativista.

Sou discriminado desde que nasci, há 30 anos, pelo meu aspeto e raça. Lembro-me de uma vizinha dizer que era um bebé muito feio, pelas minhas características físicas. Só a mim me cabe assumir a identidade, aceitá-la e, acima de tudo, defendê-la.

Estou cansado que me ofendam e chamem de aberração. Chamo-me Santiago M'Banda Lima. Dedico este texto à minha mãe Angelina d'Almeida Ferreira, porque sempre me disse para contar a minha história para combater a discriminação.  

Anatomicamente não pertenço às categorias fechadas, do sexo feminino ou masculino. Sou intersexo, mas identifico-me como homem. Nunca tive hipóteses de esconder estas características físicas, nem tenho barba rija – o que acarreta reações discriminatórias.

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