Pandemia: Os dramas dos miúdos que não sabem ler nem escrever

Pandemia: Os dramas dos miúdos que não sabem ler nem escrever
Lucília Galha 17 de outubro

Duarte dá muitos erros, Ziza lê sílaba a sílaba e Carolina não consegue fazer contas simples. Há muitos alunos a precisar de apoio extra depois da pandemia.

Todas as noites antes de dormir, Duarte, 8 anos, lê pelo menos uma página do primeiro volume da coleção Diário de um Banana. A escolha do livro foi dele, a rotina nem por isso. Prefere a Matemática ou o Estudo do Meio, mas a sua principal dificuldade é o Português. Sobretudo escrever. “Para ele é uma seca”, resume a mãe, Raquel Guedes, de 39 anos. Há uma razão para insistir no que menos gosta: apesar de ter já entrado para o 3º ano, o filho continua a dar muitos erros ortográficos. Escreve frases corridas e também separa palavras a meio. Exemplos: “amãevaiàrua” sem um único espaço ou o verbo comprar sendo “com” espaço “prar”.

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